
Nos corredores da política sul-mato-grossense já se comenta, em tom cada vez menos discreto, que a passagem de Rudi Fioresi pela Secretaria de Obras do Estado pode ser daquelas que mal dá tempo de esquentar a cadeira. A expectativa criada em torno da nomeação parece não ter resistido muito tempo à pressão natural que envolve uma das pastas mais sensíveis e cobiçadas da administração pública.
A Secretaria de Obras é tradicionalmente um campo minado: grandes contratos, interesses cruzados e uma vitrine permanente de resultados — ou da falta deles. Quando as engrenagens não giram na velocidade que o Palácio espera, a troca de piloto vira apenas questão de calendário.
Nos bastidores, a avaliação que circula é de que o “voo” começou turbulento e pode terminar antes mesmo de atingir altitude de cruzeiro. Em política, cadeira de poder raramente tem encosto confortável — e algumas parecem vir com prazo de validade invisível.
Por enquanto, tudo segue no campo das especulações. Mas, como dizem os veteranos da política local: quando o comentário começa a ganhar corpo nos corredores, é porque alguém já está medindo a sala para o próximo ocupante. 🔥