
Vistoria do MPMS, Defensoria Pública e Sesau também registrou superlotação no pronto-socorro da unidade.

Apenas quatro das salas do Centro Cirúrgico da Santa Casa de Campo Grande estavam em operação na noite desta semana, por ausência de anestesistas. A constatação foi feita durante vistoria conjunta realizada por representantes do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), da Defensoria Pública e da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau).

A visita foi coordenada pela equipe de Controle e Avaliação da Sesau e acompanhada pelo Naes (Núcleo de Apoio Especial à Saúde) do MPMS. As demais salas cirúrgicas permaneciam fechadas no período noturno, o que representa uma limitação significativa na capacidade de atendimento do principal hospital público de Campo Grande.
Além da escassez de anestesistas, os fiscais registraram superlotação no setor vermelho do pronto-socorro, ala destinada aos casos de maior gravidade e risco de vida. A combinação dos dois problemas aponta para uma pressão crítica sobre a infraestrutura hospitalar da unidade, que é referência estadual em atendimentos de alta complexidade.
A fiscalização integrada entre o Ministério Público, a Defensoria e a Sesau é um mecanismo de controle que visa garantir condições mínimas de funcionamento às unidades de saúde públicas. Os dados coletados durante a vistoria devem subsidiar eventuais medidas administrativas ou judiciais para exigir a regularização do serviço.
A Santa Casa de Campo Grande ainda não havia se manifestado oficialmente sobre os apontamentos da fiscalização até o fechamento desta reportagem.
As informações do site da Santa Casa indicam que o hospital tem três centros cirúrgicos, com 21 salas ao todo, e que atendem às especialidades de cirurgia geral, obstetrícia, oftalmologia e bucomaxilofacial.
Foto Capa: Arquivo