Regionalização da saúde avança e Riedel confere as inovações

Riedel ouve explicações sobre medidas inovadoras no sistema de saúde. (Foto: Saul Schramm)

Para conferir o andamento do projeto da nova arquitetura da saúde de Mato Grosso do Sul, o governador Eduardo Riedel (PP) foi segunda-feira (26/01), à sede do Complexo Regulador, em Campo Grande. No local atuam as equipes de saúde. Agora, o processo de regulação integrada para garantir atendimento a todos os pacientes que necessitam de leitos hospitalares é organizado pelo sistema inovador, por meio da Secretaria Estadual de Saúde (SES).

O titular da Pasta, Maurício Simões, explicou que a intenção é dar maior fluxo aos processos de regulação, asseguram o lugar certo para os pacientes que necessitam de leitos, de acordo com a complexidade do cômodo e da patologia. “A população vai perceber uma maior celeridade na prestação do serviço regulatório, ou seja, acesso mais rápido às suas necessidades”, acredita.

Riedel conheceu o sistema e as mudanças. Após assinalar que a regulação vigente trata exclusivamente da urgência e da emergência, ele comentou: “A equipe está orientada na mesma direção, assim como os municípios, o Estado e as secretarias municipais. E esta transformação demanda a conquista de amadurecimento de processos de fluxos e de mudanças, além de investimentos por parte do Estado e dos municípios, mas acima de tudo com esta capacidade de integração”, afirmou.

Etapa concreta

O governador destacou a ação como mais uma etapa concreta da regionalização da saúde sul-mato-grossense, “que já é realidade, com o atendimento de qualidade à população em diferentes municípios”. Assim, vários procedimentos cirúrgicos são realizados em hospitais do interior, o que diminui o tempo de espera e oferece maior conforto aos pacientes, atendidos mais próximos de casa, além de contribuir com a recuperação e o acompanhamento pós-operatório.

A adjunta da SES, Crhistinne Maymone, disse que a integração das duas regulações – a de Campo Grande e a estadual – pode ser considerada uma ferramenta estratégica para otimizar recursos.

O novo modelo de regionalização da assistência hospitalar vai potencializar a capacidade e descentralizar os atendimentos dos hospitais regionais, beneficiando os 79 municípios.

Uma das principais mudanças é a criação de cinturões de média complexidade em torno das cidades que são referência em alta complexidade dentro das macrorregiões de saúde.

Os hospitais de referência das macrorregiões estão em Campo Grande, Dourados e Três Lagoas.  O Governo do Estado tem atuado com  ações que incluem renovação de contratos, projetos de capacitação e investimentos em infraestrutura.

Para colocar a operação em prática, os investimentos, desde 2023, já somam mais de R$ 1,8 bilhão, com obras executadas pelo Estado e convênios com os municípios, aquisição de equipamentos e veículos, incentivo hospitalar, MS Saúde e repasses aos municípios.

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