Pecha de caloteira: Justiça obriga Adriane a pagar hospital

Insensível à crise que afeta atendimento aos doentes, prefeita deixou a Santa Casa na mão.

SEm atraso: Justiça deu prazo de 72h para  a Prefeita Adriane Lopes  quitar o que deve à Santa Casa. Os atrasos nos repasses vem ocasionando prejuízos  aos pacientes e funcionários.

O drama dos doentes que ficam sem atendimento quando a Santa Casa entra em crise e paralisa alguns serviços sensibiliza praticamente a cidade inteira.

Mas há quem parece não se importar muito com os seres humanos nestas condições, a prefeita Adriane Lopes (PP), por exemplo.

Foi preciso que o Poder Judiciário baixasse uma determinação obrigando a gestora de segundo mandato a pagar o que a prefeitura está devendo ao maior hospital de Campo Grande e de Mato Grosso do Sul.

Chamada de “caloteira”

Já chamada de caloteira por causa do mau costume de não cumprir as promessas que faz, Adriane foi notificada pelo juiz Claudio Pareja, da 2ª Vara de Fazenda Pública e de Registros Públicos, a determinar que a Prefeitura pague um débito de pouco mais de R$ 7 milhões, contraído em um acordo com o qual assumiu efetuar repasses periódicos à Santa Casa.

O pagamento deve ser feito em até 72 horas. O acordo foi celebrado em dezembro de 2025, com a chancela do  Ministério Público.

Para aceitar esta solução, os diretores do hospital concordaram em suspender os efeitos de uma decisão judicial oficializada em novembro de 2025, com a qual se previa a recomposição dos valores do contrato.

A sentença foi endossada pelo Tribunal de Justiça (TJMS), que determinou o aumento dos índices estabelecidos em primeira instância.

A Santa Casa vinha denunciando a falta de repasses, acumulados em torno dos R$ 70 milhões até março de 2025.

Colapso na saúde

Os atrasos contribuíram diretamente com o agravamento da crise hospitalar, que desaguou no colapso de vários serviços.

Adriane Lopes enfrenta inquéritos e denúncias sobre a situação financeira do Fundo Municipal de Saúde, incluindo denúncias de desvios e uso indevido de verbas que deveriam ir para pagamentos atrasados.

Apesar das ordens de pagamento, a prefeita tenta negociar ou recorre das decisões, resultando em um cenário de “abre e fecha” da crise.

Como já é de conhecimento público, o descaso de Adriane com os problemas da cidade e o sofrimento das pessoas formam uma montanha de casos, desde a angústia dos pacientes da rede pública de saúde e dos usuários do transporte coletivo, ao brutal abandono da capital sul-mato-grossense.

Um demonstrativo escancarado é a buraqueira urbana, que já causou dezenas de acidentes, causando vítimas e até duas mortes.

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