
Riedel dialogou com interlocutores do Brasil e de outros países. (Foto: Saul Schramm).
Iniciada no domingo e encerrada ontem (segunda-feira 23/03), a 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias de Animais Selvagens (COP15) demonstrou ser articulado e vigoroso o entendimento internacional sobre a urgência de mecanismos para defesa e equilíbrio do meio ambiente.
E foi este um dos pontos que inspiraram o governador Eduardo Riedel (PP) a abordar os desafios de Mato Grosso do Sul para conciliar desenvolvimento e sustentabilidade.
Riedel defendeu suas convicções em conversas com representantes públicos e não governamentais do Brasil e do exterior, entre os quais o presidente Lula (na abertura, domingo), a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, e autoridades estrangeiras.
O evento, iniciativa da Organização das Nações Unidas, trouxe a Campo Grande enviados de 130 países, mobilizados pela convocação para preservar centenas de espécies migratórias, sobretudo aves.
Riedel destacou o papel estratégico de Mato Grosso do Sul no debate climático global, com ênfase na preservação e no potencial do Pantanal. “Quando a gente fala da importância deste evento para o mundo e olha para Mato Grosso do Sul, estamos falando de um Estado que tem muito a contribuir para as respostas que a COP precisa dar ao planeta, especialmente em relação ao Pantanal”, afirmou.
Ele disse que o bioma já tem posição central nos debates internacionais, especialmente após agendas recentes com autoridades e representantes estrangeiros.
Riqueza ambiental
O governador enfatizou a riqueza ambiental da região, apontando sua relevância para a biodiversidade e para a preservação de espécies migratórias.
Marina Silva conversou com Riedel sobre defesa do meio ambiente. (Foto: Saul Schramm).
Ao abordar o desenvolvimento econômico, ponderou que crescimento e sustentabilidade poder caminhar juntos. Citou iniciativas concretas que nutrem a política ambiental estadual. “Estamos pagando os serviços ambientais, apoiando brigadas e ações de conservação. O Fundo Pantanal começa a operar, e o Pacto pelo Pantanal avança com melhorias em infraestrutura e educação”, acrescentou.
Em seguida, opinou que a COP precisa sintetizar este esforço e consolidar, de forma definitiva, a conexão entre a ciência produzida em Mato Grosso do Sul e no mundo.
A ministra Marina Silva ressaltou o compromisso do Brasil com a agenda ambiental e o fortalecimento da cooperação internacional. Ela reiterou o forte simbolismo do evento em território brasileiro, elogiando a escolha de Mato Grosso do Sul e do Pantanal como cenário central das discussões.
Na conversa com Riedel e Marina, o governador reafirmou o seu empenho na construção de amplas parcerias para reforçar e amplificar cada vez mais a cultura conservacionista já existente, não só no Pantanal, como nas demais regiões, e inserir neste cenário um modelo civilizado e saudável de desenvolvimento econômico, social e ambiental.
A ministra concordou e disse ser preciso somar ideias e esforços nesta direção. O governador também mencionou os avanços gerados por medidas como a Lei do Pantanal e o Programa MS Carbono Neutro.