Após censura, prefeita “missionária” ameaça servidores para impedir protesto

Para esvaziar protesto contra a privatização na saúde, a prefeita Adriane Lopes (PP), ameaçou servidores públicos municipais com processo administrativo em caso de falta ao serviço. Missionária da Assembleia de Deus Missões, a chefe do Poder Executivo tem adotado postura autoritária, com demissão de funcionários que participaram de greve ou protestaram contra a precariedade nas unidades de saúde.

A prefeita também apelou à censura, prática condenável e sombria adotada pelas ditaduras militares. Adriane foi à Justiça para proibir críticas nas rede sociais e censurar o jornal Top Mídia News, que divulgou matéria sobre as manobras adotadas para reduzir o valor do IPTU e da taxa do lixo na sua mansão no Bairro Carandá Bosque.

Para esvaziar a manifestação dos servidores contra a entrega de duas unidades de saúde, dos bairros Tiradentes e Aero Rancho, para organizações sociais, a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), soltou circular interna para “lembrar” os servidores que faltas não são permitidas e podem configurar infração disciplinar.

A CI chegou aos servidores horas antes de uma manifestação marcada na Câmara de Vereadores, na quinta-feira (26), contra a privatização de UPAs e Centros Regionais de Saúde 24 Horas.

O documento assinado pelo superintendente de Gestão do Trabalho e Educação em Saúde, Eduardo Luis Mense Rodrigues, tem seis páginas reforçando que faltas ao trabalho em desconformidade com a Lei Complementar nº 190/2011, não são admitidas e o servidor fica a margem de punições.

Evangélica na igreja, mas na prática…

Essa não é a primeira vez que Adriane Lopes intimida os servidores. Pelo contrário, o autoritarismo vem se tornando marca registrada da prefeita que persegue funcionários e recorre à justiça para censurar a imprensa e redes sociais.

Vale lembrar que Adriane é evangélica, missionária da Assembleia de Deus Missões e reforça que seus “valores são inegociáveis” e sua “aliança é com o povo”. Mas no dia a dia da gestão, persegue e demite servidores sempre que contrariada.

Em fevereiro deste ano, a prefeita demitiu a líder sindical Natali Pereira de Oliveira, após protesto das assistentes de educação infantil por melhorias e reajuste de salários na Câmara Municipal. Na mesma época, também usou o poder da caneta para pressionar os vereadores e demitiu todos os indicados pelo vereador Maicon Nogueira (PP).

Tudo isso em meio ao abandono da cidade, com falta de todo tipo de medicamentos e insumos em unidades de saúde, buracos pelo asfalto, obras paradas. Não a toa, Adriane conquistou o título de pior prefeita do Brasil pelo Instituto Veritá.

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