
A família de João Pereira da Silva, de 85 anos, vive dias de angústia e desespero na UPA Moreninha, em Campo Grande. Infartado, ele está internado desde 11 de março e há três dias os familiares escutam a mesma promessa de que é prioridade absoluta para transferência a um hospital, mas a vaga simplesmente não aparece. O quadro é gravíssimo e, na unidade, os recursos se limitam praticamente a um aparelho de raio X e um eletrocardiograma, insuficientes para o tratamento que pode salvar sua vida. Enquanto o tempo passa e a burocracia parece falar mais alto que a urgência médica, cresce o risco de sequelas irreversíveis. A família clama por socorro imediato, pedindo que as autoridades de saúde garantam a transferência urgente para um hospital capaz de realizar o procedimento necessário para desobstruir as artérias e dar a João a chance de sobreviver. Cada minuto perdido pode custar muito mais que uma vaga, pode custar uma vida.