oença tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, mas pode causar complicações em grupos vulneráveis.

A chamada gripe K, um subclado do vírus influenza A (H3N2), apresenta características semelhantes às da gripe comum, podendo causar indisposição por alguns dias. No entanto, em pessoas que fazem parte dos grupos de risco, a infecção pode evoluir para quadros mais graves. Segundo alertas da Organização Mundial da Saúde (OMS), o vírus já circula em mais de 30 países.
A variante tem impulsionado o aumento de casos principalmente no Hemisfério Norte, com destaque para países da Europa, como Reino Unido, França, Alemanha, Espanha e Itália, além de Estados Unidos e Canadá. Há registros também em partes da Ásia e confirmação da circulação no México, na América Latina.
No Brasil, o subclado K foi identificado em análises laboratoriais realizadas no Pará, o que levou o Ministério da Saúde a intensificar a vigilância epidemiológica. De modo geral, a influenza A (H3N2) figura entre os vírus respiratórios mais comuns no país em 2025. Os estados com maior incidência incluem Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Bahia, Pernambuco, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Rondônia, Rio Grande do Norte, Paraíba e o Distrito Federal. As autoridades reforçam que a vacinação contra a gripe é a principal forma de prevenção.
Sintomas mais comuns
Febre, geralmente alta; tosse; dor no corpo; dor de garganta; nariz entupido ou coriza; cansaço intenso, dor de cabeça e mal-estar.
Formas de transmissão
O contágio ocorre da mesma maneira que outras gripes, por meio de gotículas expelidas ao tossir, espirrar ou falar, além do contato com mãos ou superfícies contaminadas levadas aos olhos, nariz ou boca.
Cuidados em casa, nos casos leves
Repouso, boa hidratação, uso de antitérmicos ou analgésicos conforme orientação médica e evitar contato com outras pessoas. Se for necessário sair, recomenda-se o uso de máscara. Antivirais, como o oseltamivir, podem ser indicados em situações específicas, principalmente para pessoas de risco, e quanto mais cedo forem iniciados, melhor — a automedicação não é recomendada.
Quem tem maior risco de complicações
Crianças pequenas, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas, como asma, DPOC, problemas cardíacos, diabetes ou imunossupressão.
Sinais de alerta
É fundamental procurar atendimento médico imediato em casos de falta de ar, dor no peito, confusão mental, desmaio, sonolência excessiva, febre alta persistente, sinais de desidratação ou piora importante após aparente melhora inicial.