
A verdade prevaleceu. Depois de mais de três anos e oito meses de um processo doloroso, o delegado Adriano Garcia Geraldo foi definitivamente absolvido de todas as acusações. O Superior Tribunal de Justiça confirmou o que a Justiça sul-mato-grossense já havia reconhecido em duas instâncias anteriores. A decisão transitou em julgado no dia 29 de setembro de 2025 e põe fim a uma das mais injustas perseguições sofridas por um servidor público exemplar.
Foram anos de angústia, desgaste pessoal, profissional e emocional. Mas, ao final, a Justiça falou mais alto. Adriano foi inocentado em todas as esferas do Judiciário, que reconheceram sua atuação correta, técnica e proporcional no cumprimento do dever legal. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul já havia confirmado que o delegado agiu com profissionalismo, de forma progressiva e sem excessos.
A abordagem que deu origem à acusação foi considerada legítima desde o início do inquérito policial. A pessoa abordada desobedeceu ordem legal e colocou em risco não apenas o policial, mas também terceiros. A Justiça reconheceu que Adriano apenas cumpriu sua função e que jamais extrapolou os limites de sua autoridade.
Durante o processo, o delegado enfrentou uma verdadeira via-crúcis. Mesmo com provas irrefutáveis de sua inocência, precisou suportar uma ação penal que manchou sua reputação e o afastou da paz que sempre cultivou ao longo de uma carreira ilibada. Foram 33 anos de serviço público, sendo 25 deles dedicados à função de delegado de polícia, sem uma única punição ou processo disciplinar.
A decisão do STJ sela o reconhecimento de uma trajetória marcada por retidão e compromisso com a sociedade. Para Adriano, a absolvição definitiva não é apenas uma vitória pessoal, mas um resgate moral diante de uma acusação que jamais deveria ter existido.
Emocionado, o delegado contou que recebeu a notícia da publicação da decisão com lágrimas nos olhos. Disse que foi um alívio imenso ver a Justiça sendo feita, ainda que tardiamente. Recordou o sofrimento que viveu desde o episódio e afirmou que teve prejuízos em todas as áreas da vida, especialmente no convívio familiar e no equilíbrio emocional.
Ele reconhece que nada apagará os danos causados pela injustiça, mas escolheu deixar o passado para trás. Disse que prefere seguir em frente e encerrar esse ciclo com serenidade, confiante de que a verdade sempre prevalece. Agradeceu às pessoas que acreditaram em sua integridade e o apoiaram durante todo o processo, ressaltando que a solidariedade recebida da família e dos verdadeiros amigos foi essencial para suportar os momentos mais difíceis.
“Todas as provas estavam lá desde o início”, afirmou, em tom de desabafo. “Fui julgado por especulações, distorções e versões sem base na realidade. Trabalhei por mais 30 anos em defesa da sociedade e, mesmo assim, paguei um preço alto. Agora tudo isso fica no passado.”
A fala resume a dor de quem foi injustamente acusado e, ao mesmo tempo, o alívio de quem vê a justiça triunfar sobre a calúnia. Adriano se emociona ao dividir sua alegria com aqueles que confiaram nele e nunca duvidaram de sua palavra.
O caso deixa uma lição profunda sobre o peso da responsabilidade e o impacto devastador de acusações infundadas. Mas também reafirma a força da verdade e a importância de uma Justiça que, mesmo tardando, ainda cumpre seu papel.
Hoje, o delegado Adriano Garcia Geraldo pode respirar aliviado. A justiça foi feita, e com ela vem o reconhecimento de uma vida dedicada ao dever, à legalidade e à proteção da sociedade. O tempo não apaga as feridas, mas a verdade devolve a paz que lhe foi tirada.