Sem ônibus pelo segundo dia Campo Grande enfrenta caos sem transporte e tarifas mais caras por app

erminal Morenão, vazio na manhã desta terça-feira em segundo dia de greve em Campo Grande. (Foto: Giovanna Dauzacker/TV Morena).

Campo Grande amanheceu nesta terça-feira (16/12) pelo segundo dia consecutivo sem transporte coletivo urbano. A greve dos motoristas de ônibus segue sem previsão de término e continua impactando diretamente a rotina de trabalhadores, estudantes e idosos que dependem do serviço.

A decisão de manter a paralisação foi tomada em reunião da categoria realizada na noite de segunda-feira e teve adesão praticamente unânime. Os motoristas cobram o pagamento de salários, do décimo terceiro e do vale, alegando falta de avanço nas negociações.

Na tentativa de destravar o impasse, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) agendou uma reunião para a tarde desta terça-feira, com o objetivo de intermediar o diálogo entre sindicato, empresas concessionárias e poder público.

Apesar de o transporte coletivo ser considerado serviço essencial, a categoria não cumpriu a determinação judicial que prevê a circulação mínima de 70% da frota. Por isso, o sindicato está sujeito a pagamento de multa de R$ 20 mil por dia de paralisação.

Com a frota parada e a cidade sob chuva desde as primeiras horas da manhã, pontos de ônibus e terminais ficaram vazios. Em bairros mais afastados do Centro, moradores precisaram recorrer a alternativas como aplicativos de transporte, caronas ou longas caminhadas debaixo da chuva que cai desde a madrugada.

A alta demanda elevou significativamente os preços das corridas por aplicativo. Por volta das 6h, um trajeto curto entre os bairros Centro-Oeste e bairro Santa Fé, chegou a custar R$ 71,61 na modalidade Pop Expresso, valor que em dias normais, não ultrapassa R$ 30. As plataformas chegaram a alertar os usuários sobre “preços mais altos do que o normal”.

O impasse deve voltar à mesa de negociações nesta quarta-feira, quando está prevista uma audiência de conciliação entre o Consórcio Guaicurus e a Prefeitura de Campo Grande. O Executivo municipal afirma estar em dia com o pagamento da tarifa técnica repassada ao consórcio.

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