Riedel defende modelo de crescimento sustentável e meta de carbono neutro em 2030

Eduardo Riedel (PP), ontem  durante fórum governamental COP30 em Belém. (Foto: Tonico Gamma/Imagem cedida)

O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), destacou nesta quarta-feira (12/11) na COP30, em Belém (PA), que o Estado tem conseguido conciliar crescimento econômico com preservação ambiental. Acompanhado dos secretários Jaime Verruck (Meio Ambiente e Desenvolvimento) e Artur Falcette, Riedel apresentou as políticas públicas que sustentam a meta de neutralizar as emissões de carbono até 2030.

Segundo o governador, Mato Grosso do Sul abriga três biomas — Pantanal, Cerrado e Mata Atlântica — e mantém dois terços do Pantanal preservados por meio de legislações e políticas ambientais. “Nunca entendemos que fosse um paradoxo crescer e preservar. Hoje, 94% da energia do Estado é renovável, e o desenvolvimento tem ocorrido de forma sustentável, com o PIB estadual crescendo de 5% a 6% ao ano, acima da média nacional”, afirmou.

Riedel também ressaltou o municipalismo como base da estratégia de governança climática. Ele citou o programa MS Ativo, que promove integração entre o governo estadual, prefeitos e vereadores. “Ouvimos as demandas de cada município e atuamos com obras de infraestrutura, saúde e educação. Já temos planos de carbono neutro concluídos em 70 cidades”, destacou.

Além da sustentabilidade ambiental, o governador enfatizou o compromisso com a inclusão social e a geração de empregos. “Nosso desafio é garantir que o desenvolvimento alcance as pessoas. Mantemos taxas de desemprego abaixo de 3% e buscamos reduzir a pobreza extrema. Com diálogo e menos politicagem, os resultados aparecem”, disse.

A agenda de Riedel na COP30 incluiu o Café na Amazônia, encontro de governadores promovido pelo governo do Pará, e o painel da Frente Nacional de Prefeitos (FNP) sobre o papel dos governos subnacionais.

Hoje quinta-feira (13/11), o governador Riedel segue para o painel MS na Agrizone, da Embrapa, e para o encontro sobre a Lei Geral do Licenciamento Ambiental, da Abema (Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente). A estratégia tem como eixos principais a neutralidade de emissões, o fortalecimento da agropecuária sustentável e a transição energética justa, com ampliação de fontes limpas, como biogás, etanol, biomassa, hidrogênio verde e energia solar.

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