
O Rodar MS é um projeto que prioriza segurança e economia nas estradas. (Foto: Divulgação)
Logo que tiver à disposição o financiamento a ser contratado junto ao Banco Mundial (Bird) para investir na malha viária, o governador Eduardo Riedel (PP) colocará em prática o Projeto “Rodar MS”, que prevê uma saudável revolução econômica nos custos de deslocamento pelas rodovias que cortam o Estado.

Segundo cálculos da Secretaria Estadual de Infraestrutura e Logística (Seilog), cerca de 1 mil km de estradas serão renovadas, com pavimento nas melhores condições de trafegabilidade, com um custo que pode ser até 38% menor que o usual no atual sistema de gestão logístico rodoviário.
Esta economia de recursos também alcançará o setor privado e à população, já que a expectativa é que haja queda em até quatro vezes no valor dos custos operacionais dos veículos de carga.
Os índices citados são baseados em estudos do próprio Bird, balizador do projeto, que além do ponto de vista financeiro também considera a segurança e o conforto adicionado aos usuários dos trechos incluídos no Rodar MS. O projeto adota um modelo inovador, chamado Crema (Contrato de Restauração e Manutenção de Rodovias).
Vantagens
Segundo o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara, a maior vantagem do Estado ao adotar o Crema é que a empresa contratada irá executar o projeto executivo.
Ela é que fecha o contrato, com o projeto básico, e propõe o projeto executivo, que segue para a aprovação da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), vinculada à Seilog. “Daí é que a empresa executa os primeiros dos anos de restauração da rodovia”, explica Alcântara.
Ele ressalta outro ganho com a inovação, acentuando que quanto melhor for a restauração, menor o custo da manutenção. “Daí a vantagem de a empresa fazer um ótimo projeto e uma excelente execução”, diz.
O Rodar MS prevê um investimento de U$S 250 milhões – na cotação atual a conversão chega a quase R$ 1,25 bilhão. Desse total, US$ 200 milhões são oriundos do Banco Mundial, enquanto os US$ 50 milhões restantes devem sair dos cofres estaduais, como contrapartida do projeto.

Já o total de municípios impactados direta e indiretamente pelo Rodar MS chega a 22, sendo 18 deles na região leste, onde fica o Vale do Ivinhema, e outras quatro no Bolsão, território do Vale da Celulose.
No modelo Crema adotado por Mato Grosso do Sul existem duas vertentes, a DBM (Design, Build, Maintain) e a via PPP (Parceria Público-Privada).
Na primeira, o projeto inclui 730,3 km, com 686,4 km de eixo principal e 43,8 km de travessia urbana.
No DBM, o contrato vai durar 10 anos, com contratação integrada de projeto, obra, manutenção e pagamento pelo Estado com base no cumprimento de indicadores de desempenho previamente estabelecidos, Isto significa que os repasses não estão vinculados apenas à execução de serviços, mas também à qualidade das obras.
As regiões do Bolsão (Água Clara, Inocência, Paranaíba e Três Lagoas) estão entre os municípios impactados pelo Rodar MS. Lá, o modelo será o de PPP, com a mesma dinâmica do BDM, porém com duração maior: 30 anos.
Construído pela Seilog e o EPE (Escritório de Parcerias Estratégicas), o Rodar MS ainda apresenta ações para dar maior segurança no entorno de escolas públicas.
As intervenções nas estradas próximas focalizam a redução de riscos na travessia para estudantes, comunidades escolares e o entorno. As ações de segurança viária e acessibilidade serão para 24 escolas públicas municipais e estaduais, contribuindo na redução de riscos na proteção da comunidade escolar.
MS-345 (Capa: Bruno Rezende)