
A denúncia do Conselho Municipal de Saúde escancara um escândalo que não pode mais ser tratado como simples falha administrativa. Trata-se de dinheiro público escorrendo enquanto unidades de saúde operam em condições indignas, sujas e inseguras. Sob a gestão da prefeita Adriane Lopes, a falta de fiscalização abriu espaço para que a Produserv Serviços lucrasse milhões deixando de cumprir seu papel. O resultado é um retrato cruel de abandono onde quem mais precisa paga o preço da negligência.
Na gestão Adriane, o contrato com a Produserv deixa de ser apenas um acordo administrativo e passa a simbolizar um sistema que recompensa o descumprimento e ignora o interesse público. A prefeitura paga caro, mas fecha os olhos para irregularidades gritantes, permitindo que a empresa transforme ausência de funcionários em lucro fácil. O que deveria garantir dignidade nos serviços de saúde virou um exemplo de abandono.
Os números são um tapa na cara da população. A Produserv deixa de empregar ao menos 83 trabalhadores previstos em contrato e, com isso, economiza valores que ultrapassam R$ 3,2 milhões por ano. Enquanto isso, Adriane Lopes continua repassando milhões sem exigir a contraprestação devida.
Esse “modelo distorcido” só se sustenta porque falta comando. A prefeita permite que a Produserv opere com folga, ignorando cláusulas contratuais e transformando um serviço essencial em fonte de lucro fácil. Não há rigor, não há cobrança e, pior, não há consequência.
O impacto dessa omissão é devastador. As unidades de saúde, já fragilizadas, enfrentam sujeira, falta de higiene e risco sanitário constante. A Produserv deixa faltar itens básicos enquanto a gestão de Adriane segue inerte, como se a limpeza não fosse parte essencial do cuidado com a saúde.
O relatório do Conselho Municipal de Saúde revela que a Produserv não cumpre o contrato e ainda submete trabalhadores a condições precárias. Funcionários relatam que não tiram férias e têm medo constante de demissão, enquanto a empresa segue recebendo recursos públicos sem entregar o mínimo esperado.
Mesmo diante de um relatório robusto, com dezenas de páginas apontando irregularidades, Adriane Lopes não reage e a permanência da Produserv nas mesmas condições revela tolerância com o erro.
Esse cenário só evidencia que a terceirização, quando mal fiscalizada, vira terreno fértil para abusos. A Produserv se beneficia dessa falha e amplia seus ganhos enquanto reduz custos às custas da população.
A prefeita tem nas mãos a responsabilidade e o dever de interromper esse ciclo, mas até agora o que se vê é a omissão de sempre. Já a Produserv segue operando como quer, sem pressão, sem controle e sem compromisso com o serviço público.
Por fim, o caso é de revolta porque a população enfrenta unidades de saúde degradadas enquanto a Produserv acumula lucros e Adriane Lopes não é capaz de cumprir o dever mais básico de qualquer administração pública, que é fiscalizar, cobrar e proteger o interesse coletivo.
Voltaremos.