
A postura adotada pelo presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, vereador Epaminondas Neto, o Papy, tem se destacado pela seriedade e pelo comprometimento com a boa gestão dos recursos públicos. Na sexta-feira, ele anunciou um pacote de medidas para reduzir os gastos da Casa em 20% ao longo de quatro anos, demonstrando responsabilidade, transparência e senso de dever com o contribuinte.
O conjunto de ações inclui a redução de 5% na verba dos gabinetes parlamentares, a desocupação de um prédio anexo com aluguel mais barato e a adequação do horário de funcionamento para otimizar despesas. Mais do que um gesto administrativo, a decisão de Papy revela uma liderança equilibrada, que entende a importância do exemplo dentro do serviço público.
Com R$ 128 milhões anuais de duodécimo repassados pela prefeitura, a Câmara tem o desafio de equilibrar eficiência e economia sem comprometer o funcionamento da máquina legislativa. Papy mostrou que é possível fazer isso com diálogo e planejamento. “A economia começou pelo meu gabinete”, destacou, reforçando que o corte não é apenas uma meta, mas uma prática que parte do próprio presidente.
O corte de 5% nas verbas dos gabinetes entra em vigor já no próximo mês, e cada vereador terá autonomia para decidir como aplicará a redução entre seus assessores. Essa descentralização demonstra confiança e respeito à gestão individual de cada parlamentar, ao mesmo tempo em que impõe uma política coletiva de austeridade.
A mudança do prédio anexo da Câmara também foi definida com base em critérios técnicos e econômicos. O novo espaço, mais compacto e funcional, permitirá uma economia mensal de cerca de R$ 20 mil, sem prejuízo às atividades da Escola do Legislativo, do Cerimonial e dos setores administrativos.
Outro ponto que evidencia o zelo de Papy é a revisão do horário de funcionamento da Casa. A partir de agora, o expediente administrativo passará a ser das 7h às 13h, reduzindo custos com energia, transporte e manutenção, sem afetar o atendimento ao público nem o trabalho dos servidores de carreira.
Antes de implementar as mudanças, o presidente se reuniu com líderes partidários e com os demais vereadores, reforçando a importância da unidade e do diálogo. As medidas não foram impostas, mas construídas de forma coletiva, em um gesto de respeito à pluralidade que caracteriza o parlamento municipal.
Ao adotar uma política de contenção de gastos em tempos de crise financeira, Papy reafirma o compromisso da Câmara com a responsabilidade fiscal e a eficiência administrativa. Sua gestão se consolida como um exemplo de equilíbrio entre firmeza e sensatez, voltada ao interesse público e à valorização da instituição.
Em um cenário político marcado por desconfiança e desperdício, a postura de Papy se destaca como sinal de maturidade e visão de futuro. O corte de despesas não é apenas uma economia no papel, mas uma mudança de mentalidade na forma de administrar o legislativo.
Com essa atitude, o presidente da Câmara demonstra que governar com responsabilidade é possível, mesmo em tempos difíceis. E mais do que isso, prova que o respeito ao dinheiro público é o caminho mais seguro para recuperar a confiança da população e fortalecer as instituições.