
O Jornal O Consumidor News recebeu denúncia grave sobre o retorno de Alcindo Batista da Rocha à ativa na Secretaria Municipal de Saúde. O servidor, que havia se aposentado por invalidez — por problemas mentais — quando atuava como Guarda Civil Metropolitano, voltou ao serviço público, agora como gerente de apoio, a mando do deputado estadual Lídio Lopes, marido da prefeita Adriane Lopes. Nos bastidores, o retorno vem sendo tratado como mais um “milagre administrativo” operado pelo pastor que multiplica cargos e fiéis dentro da máquina municipal.
Fontes relataram que Alcindo, mesmo reabilitado, tem causado terror entre os servidores, com episódios de assédio moral e postura autoritária. Segundo relatos, ele não apenas ignora a hierarquia funcional, como intimida subordinados e se impõe pelo apadrinhamento político. O clima no setor, que já era tenso, piorou desde a sua chegada.
Subordinado ao superintendente de logística Sinerio Otávio da Silva, Alcindo tem agido como se fosse o dono do departamento, transformando o ambiente de trabalho em um campo de ameaças e constrangimentos. Servidores afirmam que há medo generalizado, especialmente entre aqueles que não comungam do mesmo grupo político.
O mais curioso, ou trágico, é que o servidor que antes foi afastado por problemas de saúde mental agora ocupa um cargo estratégico dentro da estrutura administrativa da Saúde, justamente em uma área que exige equilíbrio, responsabilidade e gestão de pessoas. A incoerência é evidente, mas parece não incomodar quem o nomeou.
A volta de Alcindo, segundo denúncias, não passou por qualquer perícia atualizada, o que levanta suspeitas sobre irregularidades no processo de reabilitação. Se confirmadas, essas falhas colocam em xeque a lisura da nomeação e a própria fiscalização da Prefeitura sobre seus quadros.
Enquanto isso, o deputado Lídio Lopes, que acumula influência na administração municipal, amplia seu poder dentro das secretarias, indicando aliados para funções estratégicas. É a chamada “milícia administrativa”, um grupo protegido por laços políticos e religiosos que se espalha pelas estruturas da Prefeitura.
A Secretaria de Saúde, já mergulhada em crises de gestão, falta de insumos, profissionais desmotivados e denúncias de assédio, agora soma mais um capítulo vergonhoso ao seu histórico recente. O retorno de servidores “milagrosamente curados” e o uso político da estrutura pública apenas reforçam o caos que toma conta do setor.
Para os servidores que atuam de forma técnica, o cenário é desolador. Muitos relatam que qualquer tentativa de denunciar abusos é abafada, sob o argumento de que “é ordem de cima”. O medo de retaliação se tornou rotina, e o ambiente de trabalho virou sinônimo de opressão e injustiça.
Enquanto o Executivo silencia, a população continua sem atendimento digno, os postos de saúde seguem sucateados e os recursos públicos, aparentemente, servem mais para reabilitar apadrinhados do que para cuidar de pacientes.
O Jornal O Consumidor News continuará acompanhando o caso e cobrando explicações da Prefeitura sobre como um servidor aposentado por invalidez mental foi “ressuscitado” para um cargo de chefia, em um dos setores mais sensíveis da administração pública. A população, que paga a conta, merece respostas e, principalmente, respeito.