
A quarta rodada da pesquisa realizada pelo Instituto Ranking Brasil Inteligência, entre os dias 1º e 6 de setembro, trouxe um retrato atualizado da percepção dos sul-mato-grossenses sobre a Assembleia Legislativa e seus 24 deputados estaduais. O levantamento ouviu 3 mil moradores em 30 municípios, com margem de erro de 1,8 ponto percentual e intervalo de confiança de 95%.
De acordo com os números, a Casa de Leis mantém um saldo positivo diante da população: 74% aprovam a atuação da Assembleia, contra 17% que desaprovam, enquanto 9% não souberam ou não quiseram responder. Quando a avaliação é qualificada, 42% consideram o trabalho “bom ou ótimo”, 20% o classificam como “regular” e 16% como “ruim ou péssimo”.
No ranking individual, o deputado Gerson Claro (PP) se destaca como o mais bem avaliado, com 13% da preferência popular. Logo atrás surgem Paulo Corrêa (PSDB), com 10,2%, Pedro Caravina (PSDB), com 7,1%, Lucas de Lima (PDT), com 6%, Coronel David (PL), com 5,8%, e Paulo Duarte (PSB), com 3,6%. Esses nomes lideram a lista dos parlamentares que mais conseguem dialogar com a opinião pública.
Na sequência, aparecem Neno Razuk (PL), com 3,4%, Márcio Fernandes (MDB), com 3,2%, João Henrique Catan (PL), com 2,8%, Jamilson Name (PSDB), com 2,6%, Professor Rinaldo (Podemos), com 2,4%, Mara Caseiro (PSDB), com 2,2%, Roberto Hashioka (União Brasil), com 2%, Pedrossian Neto (PSD), com 1,8%, Lia Nogueira (PSDB), com 1,7% e Junior Mochi (MDB), com 1,5%.
Os veteranos Zé Teixeira (PSDB) e Zeca do PT figuram com 1,5% e 1,3%, respectivamente, enquanto Gleice Jane (PT) soma 1,2%. Também com pontuações mínimas estão Antonio Vaz (Republicanos), com 1%, Londres Machado (PP), com 1%, Pedro Kemp (PT), com 0,9%, e Renato Câmara (MDB), com 0,8%.
Entre os nomes que chamam atenção pelo desempenho pífio está o deputado Lídio Lopes, marido da prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes. O parlamentar amargou apenas 1% da preferência, índice que o coloca no rodapé do ranking e expõe o desgaste político não apenas de sua atuação na Assembleia, mas também do casal que hoje enfrenta rejeição crescente na capital.
Se em Campo Grande Adriane Lopes já convive com uma administração questionada, alvo de críticas pela saúde em colapso e pela incapacidade de entregar obras e serviços básicos, a baixa avaliação de Lídio reforça que a dupla está longe de convencer o eleitorado. Ambos, cada um em seu campo, caminham de mal a pior em pesquisas recentes.
A ironia é que, enquanto a Assembleia Legislativa mantém uma aprovação robusta de 74%, o deputado Lídio não consegue sequer acompanhar a maré positiva do parlamento. Sua presença quase simbólica no ranking de avaliação popular mostra que não basta estar na base do governo ou ter proximidade com cargos estratégicos: é preciso trabalho, entrega e representatividade real.
O contraste entre os melhores colocados, que conseguem percentuais expressivos de aprovação, e a posição de Lídio Lopes, reflete a dificuldade de manter relevância política quando a imagem pública é arrastada por más gestões e por um mandato que pouco ecoa junto à população.
Se a tendência se confirmar, a permanência de Lídio Lopes na Assembleia pode se tornar cada vez mais incerta, assim como o futuro político de Adriane Lopes na Prefeitura de Campo Grande. O cenário desenhado pela pesquisa mostra que o casal está na contramão da maioria e, a cada novo levantamento, vê seu capital político derreter diante dos olhos do eleitor.