
Servidores da Escola Municipal Ione Catarina Gianotti Igydio denunciam que a disputa pelo comando da unidade escolar ultrapassou todos os limites do razoável e se transformou em um ambiente de perseguição, assédio e violência psicológica contra o diretor eleito pela comunidade escolar.
Segundo os relatos, a diretora adjunta DivoneteCosta de Queiroz Rigon e seu marido, FrancivalVenancio de Carvalho, estariam liderando uma ofensiva permanente para desgastar a imagem do diretor e enfraquecer sua permanência no cargo. A motivação apontada pelos denunciantes seria a disputa pelas eleições para diretores previstas para 2026.
As acusações são graves. Servidores afirmam que Francival teria encaminhado mensagens, áudios e manifestações com conteúdo intimidatório e constrangedor, além de comentar publicamente o interesse em influenciar o resultado do próximo processo eleitoral da escola. O objetivo, segundo os denunciantes, seria construir uma narrativa negativa capaz de retirar a credibilidade da atual gestão.
Os relatos também apontam que o diretor enfrenta dificuldades para exercer sua autoridade dentro da unidade. Enquanto tenta manter a organização administrativa e pedagógica da escola, haveria um movimento paralelo para desautorizar suas decisões e estimular conflitos internos, criando um ambiente de instabilidade permanente.
Outro ponto que chama atenção é a denúncia da existência de um grupo de influência que atuaria dentro da unidade desde 2023. Segundo os servidores, esse núcleo teria proteção institucional e funcionaria como uma espécie de poder paralelo, capaz de pressionar servidores, interferir no ambiente escolar e alimentar disputas internas.
As denúncias afirmam ainda que servidores e até ex-servidores seriam incentivados a registrar reclamações contra o diretor junto à Ouvidoria da Secretaria Municipal de Educação, além de promover ataques sistemáticos em redes sociais com o objetivo de desgastar sua imagem perante a comunidade escolar.
O cenário se torna ainda mais preocupante diante das alegações de que pais, familiares e até mães de alunos estariam sendo influenciados a confrontar a direção da escola e a formalizar denúncias contra o gestor. Caso os relatos sejam confirmados, estaríamos diante de uma grave tentativa de instrumentalização da comunidade escolar para atender interesses políticos e eleitorais.
Outro aspecto que amplia o desconforto entre os servidores é a alegada proximidade de DivoneteCosta com a secretária adjunta de Educação, Maria Lúcia de Fátima de Oliveira. Segundo os denunciantes, a diretora adjunta frequentemente faz referência à amizade pessoal que mantém com a integrante da cúpula da Semed, o que alimenta a percepção de proteção política e aumenta o temor de que as reclamações apresentadas pela direção da escola não recebam tratamento imparcial por parte da administração municipal.
Os servidores também demonstram preocupação com a suposta falta de respaldo institucional. Segundo os denunciantes, profissionais com histórico de conflitos e problemas disciplinares retornariam à unidade mesmo após encaminhamentos realizados pela direção à Secretaria Municipal de Educação, situação que acabaria enfraquecendo a autoridade administrativa do gestor.
A denúncia ainda menciona supostas negociações internas para formação de alianças políticas voltadas ao próximo processo eleitoral da escola. Se confirmadas, tais práticas representariam uma completa distorção da finalidade da gestão escolar e um desrespeito à confiança depositada pela comunidade educacional.
Mais grave do que a disputa pelo cargo é o impacto causado no ambiente de ensino. Enquanto grupos travam uma batalha pelo poder, alunos, professores e famílias acabam se tornando reféns de um clima de tensão permanente. Diante da gravidade das acusações, cabe à Secretaria Municipal de Educação apurar os fatos com rigor, transparência e imparcialidade. Escola pública deve ser espaço de aprendizagem, respeito e construção de conhecimento, jamais palco de perseguições, guerras políticas e projetos pessoais de poder.