
A redução no desconto de 20% para 10% para pagamento à vista e o aumento de até 396% no valor do IPTU causaram redução de 70% na arrecadação do tributo nos primeiros dias de janeiro deste ano. Em relação aos dois últimos anos, a prefeitura da Capital registrou perdas de R$ 200 milhões.
Os números mostram que o estilo da prefeita Adriane Lopes (PP) foi um tiro no pé. A polêmica envolvendo o aumento abusivo e ilegal no tributo deixou o contribuinte receoso. Indignado, o cidadão optou por não pagar o imposto.
Os números foram repassados aos vereadores na manhã de hoje pelo secretário municipal de Governo e Relações Institucionais, Ulisses Rocha. Nos primeiros dias de 2025, a prefeitura arrecadou R$ 286 milhões. No mesmo período deste ano, a conta ficou em pouco mais de R$ 80 milhões.
Há dois anos, em 2024, a receita com o IPTU ficou em R$ 284 milhões. Os moradores pagavam antecipado para aproveitar o desconto de 20%, adotado nos últimos 53 anos, segundo a Associação dos Advogados Independentes.
O vereador André Salineiro (PL) já tinha alertado a prefeita de que a redução seria um tiro no pé. O vereador Fábio Rocha (União Brasil) também já tinha vaticinado de que a arrecadação seria uma das piores.
Sempre apresentando uma outra versão da realidade, a prefeita prefere culpar a polêmica envolvendo o reajuste abusivo e acima da inflação.
Os vereadores aprovaram projeto de lei complementar para suspender o reajuste polêmico na taxa do lixo. Com o objetivo de passar uma mensagem à sociedade de que não vai reduzir, Adriane vetou a proposta no dia seguinte.
Só que a reação da prefeita deve causar ainda mais indignação no contribuinte e manter a arrecadação baixa. Os moradores vão esperar a Justiça para pagar o tributo. Existem três ações pedindo para suspender o reajuste abusivo e para retomar o desconto de 20% para pagamento à vista.
E os vereadores ainda podem derrubar o veto de Adriane. Só são necessários 15 votos para acabar com o aumento abusivo no IPTU e na taxa do lixo.