
A proposta de venda do Consórcio Guaicurus para um grupo empresarial de Goiás, divulgada nesta terça-feira (21), abriu um novo capítulo no transporte coletivo de Campo Grande. Em um comunicado divulgado nesta quarta-feira (22), a Câmara da Capital exigiu novos ônibus.
Os vereadores afirmam que vão fiscalizar todas as etapas do processo. A avaliação da Casa é de que só haverá avanço real se o usuário sentir a diferença no dia a dia, com ônibus novos, maior confiabilidade e terminais adequados.
A CPI feita pela Câmara apontou descumprimentos e pediu substituição de 197 ônibus. Após meses de investigação, o relatório final apontou sucessivos descumprimentos contratuais relacionados à renovação da frota, manutenção dos veículos e qualidade da operação.
Entre as recomendações estavam a substituição dos ônibus, a intervenção no Consórcio Guaicurus e a possibilidade de caducidade da concessão. Desde então, o Executivo decretou a intervenção na concessionária e agora analisa a proposta de venda das empresas que operam o sistema.
Presidente da CPI e da Comissão Permanente de Transporte e Trânsito, o vereador Dr. Lívio (União) reforçou que a mudança de gestão só terá sentido se houver benefício concreto para quem usa o transporte.
“O que realmente importa ao cidadão campo-grandense não é quem opera o sistema, mas a garantia de um transporte público digno, eficiente, seguro e compatível com a importância da nossa Capital”, afirmou.
Além do Dr. Lívio, a CPI teve a vereadora Ana Portela (PL) como relatora e os vereadores Luiza Ribeiro (PT), Junior Coringa (MDB) e Maicon Nogueira (PP) como membros.