
O presidente da Cassems, Ricardo Ayche: qualidade nos conceitos de gestão> (Foto: Redes Sociais).
Reveste-se de uma importância social e científica extraordinária o acesso de pacientes de Mato Grosso do Sul aos procedimentos médico-cirúrgicos por meio da robótica. Este histórico avanço foi introduzido por meio das políticas de assistência da Caixa de Assistência dos Servidores Públicos (Cassems), cumprindo as diretrizes de excelência na atenção aos beneficiários, defendidas pelo presidente da instituição, Ricardo Ayache.
Recurso dos mais modernos e resolutivos, a robótica é uma área multidisciplinar da tecnologia que envolve a concepção, programação e operação de robôs. Combina os conhecimentos de engenharia mecânica, elétrica, eletrônica e ciência da computação. Nas cirurgias à distância, as telecirurgias ou cirurgias remotas, o cirurgião opera o paciente sem estar na mesma sala ou cidade.

Sãq7y6tfgcxo seus instrumentos básicos um console computadorizado para controlar os braços mecânicos e uma câmera 3D, próximos ao paciente e conectados por uma internet muito rápida. Foi com esta avançadíssima base tecnológica que o Hospital Cassems de Campo Grande realizou, no último dia 18, um inédito procedimento cirúrgico da mais alta complexidade em sua história, quando um professor aposentado de 56 anos, diagnosticado com a doença de Parkinson, passou por uma nefrectomia parcial para a retirada de um tumor renal.
Com a ajuda precisa da telecirurgia, o tumor de 6,2 cm foi extraído e menos de 24 horas após a cirurgia o paciente teve alta hospitalar. Mas o principal detalhe do procedimento é que ele foi realizado por telecirurgia robótica.
O paciente foi operado em Campo Grande, pelo urologista e cirurgião robótico Nilo Jorge Leão, que estava em Salvador (BA), a mais de 2,3 mil km de distância, utilizando uma conexão via satélite Starlink. Foi a primeira nefrectomia parcial por telecirurgia do Brasil.

Qualidade
Leão já assinou mais de 2.100 cirurgias robóticas presenciais. Em Campo Grande, o suporte presencial no Hospital Cassems ficou a cargo do urologista e especialista em cirurgia robótica, Bruno Almeida. Para a equipe médica, o maior benefício desse avanço não está no ineditismo da ferramenta, mas no impacto direto na qualidade de vida de quem opera a tecnologia foi fundamental para o caso, pois a precisão do robô oferece vantagens cruciais em relação à cirurgia aberta tradicional.
“Por se tratar de um procedimento extremamente delicado, de alta responsabilidade, tínhamos grandes expectativas. Acredito, fortemente, que a telecirurgia, usada adequadamente, ajuda a oferecer um tratamento cirúrgico de alto nível a pessoas que, de outra forma, nunca conseguiriam ter acesso devido à distância geográfica”, segundo Almeida.
A realização da telecirurgia robótica inédita é fruto de uma parceria entre a Cassems, o Instituto de Anatomia Robótica e Treinamento (Iart), Hospcom e a MicroPort.