
Sandro Benites, médico de formação, ex-vereador de ocasião e ex-secretário de Saúde por acidente, já está no comando da Fundação Municipal de Esportes (Funesp) desde o começo do ano. De lá para cá, conseguiu confirmar o que muitos temiam, ou seja, a mesma marca de incompetência e injustiça que deixou na Saúde agora se repete no esporte.
Considerado um dos piores secretários de Saúde que Campo Grande já conheceu, Benites resolveu dar continuidade ao seu “legado” no setor esportivo. A tática é velha conhecida e consiste em demitir quem trabalha corretamente, perseguir servidores comprometidos e desmontar estruturas que funcionavam. A mudança de área não mudou sua prática.
Os servidores da Funesp, que sempre tocaram projetos sociais e programas esportivos voltados à população, já convivem com o clima de insegurança e desmotivação. Afinal, ninguém sabe quando será o próximo a ser dispensado apenas para dar lugar a aliados ou cumprir caprichos do chefe.
Enquanto isso, a população, que deveria ser a prioridade, paga a conta. Crianças, jovens e idosos que dependem das atividades esportivas oferecidas pela Funesp veem o acesso cada vez mais prejudicado. O esporte, que deveria ser instrumento de inclusão social, virou palco para perseguições e retrocessos.
No lugar de fortalecer os projetos de base, apoiar os professores e ampliar o acesso, a Funesp virou laboratório da arrogância administrativa. Sandro Benites, que nunca teve ligação com a área, age como se o esporte fosse um campo de guerra, e os servidores, meros soldados descartáveis.
Passados meses de gestão, já está claro que o estilo Benites é o mesmo: mão pesada, autoritarismo e desprezo pelo mérito. Se na Saúde deixou um rastro de críticas e insatisfação, no esporte repete o roteiro, com direito a injustiças contra quem deveria ser valorizado.
É difícil entender como alguém com um histórico de desastre administrativo foi parar em mais um posto de comando. Mas em Campo Grande, a lógica é justamente essa porque quanto pior o desempenho, maior a chance de ganhar uma nova cadeira.
A Funesp, que deveria ser sinônimo de incentivo e esperança, vai se transformando em símbolo de medo e insegurança. E o resultado não poderia ser mais cruel, com o enfraquecimento do esporte comunitário e o abandono da população que mais precisa.
Não se trata apenas de má gestão, mas de uma repetição de práticas políticas que já se tornaram regra na administração municipal, que substitui competência por conveniência, e compromisso por perseguição. O esporte, assim como a saúde, vira palco de um espetáculo vergonhoso.
Sandro Benites não decepcionou as expectativas, e isso é justamente o problema. Ele mostrou que pode ser tão ruim no esporte quanto foi na saúde, talvez até pior. No fim, quem perde é a cidade inteira, que assiste ao desmonte de mais um setor vital.
Meses depois de sua nomeação, fica a certeza de que o estrago já está feito. E se depender de Benites, a Funesp não será lembrada por conquistas esportivas, mas por injustiças administrativas.
Campo Grande merecia medalhas de verdade, mas com essa gestão, só coleciona troféus de incompetência.