Colapso nas contas públicas amplia pressão pela saída da prefeita

A vereadora Luiza Ribeiro traduziu em números aquilo que já virou clamor popular nas ruas de Campo Grande. A prefeita Adriane Lopes conseguiu gastar 99,94% de tudo o que arrecadou em 2025 e, mesmo assim, entregou uma cidade em frangalhos. Os dados oficiais do Relatório Resumido de Execução Orçamentária revelam um buraco que não é só fiscal, é moral, político e administrativo. E é justamente esse abismo entre arrecadação bilionária e serviço público inexistente que faz crescer, dia após dia, o movimento #ForaAdriane.

A arrecadação nunca foi tão alta. Mais de R$ 6 bilhões entraram nos cofres da prefeitura nos últimos doze meses. O campo-grandense pagou seus impostos. A União enviou transferências maiores. O Estado contribuiu mais. Mas a prefeita conseguiu o improvável: consumiu tudo e devolveu nada. Um município que gastou quase cada centavo arrecadado deveria estar vivendo seu melhor momento. A realidade é oposta. O que se vê é caos, abandono e escassez. Por isso, a pergunta ecoa com força. Fez o que com esse dinheiro?

A resposta não aparece. O que aparece são UPAs desabastecidas, CRS sem materiais, CAPS sem insumos básicos, mães atípicas implorando por fraldas e dietas, médicos sem plantões pagos, servidores com salários reduzidos, ruas esburacadas, iluminação falha, obras paralisadas, animais sem castração e uma fila de desesperança que cresce mais rápido do que qualquer planilha orçamentária. A cidade não funciona. A saúde não funciona. A máquina pública não funciona. A prefeita, essa sim, parece funcionar apenas para gastar.

É esse colapso generalizado que alimenta o movimento #ForaAdriane. Não é pauta partidária, é sobrevivência urbana. É a indignação de quem trabalha, paga e não recebe. De quem vê o calendário andar, mas a cidade parar. De quem percebe que a prefeita não perdeu só o controle das contas, perdeu o controle político, social e administrativo da capital. A sensação é clara. Falta comando. Falta transparência. Falta liderança. E falta, sobretudo, entrega.

Luiza Ribeiro expôs o tamanho do problema com precisão cirúrgica. O município consumiu R$ 6,3 bilhões e não entrega remédio, não entrega serviço, não entrega segurança e não entrega resposta. É o retrato de uma gestão que opera no piloto automático, sem planejamento, sem responsabilidade e sem compromisso com quem paga a conta. Não há como sustentar uma administração que arrecada como grande metrópole e entrega como cidade abandonada.

E quando a população se pergunta para onde foi o dinheiro, a prefeita responde com discursos prontos, justificativas frágeis e acusações à oposição. Mas a realidade não se altera com discursos. Ela pulsa nas filas das UPAs, nas mãos vazias das mães atípicas, no bolso apertado do servidor, nas obras inacabadas, nos bairros esquecidos, nos serviços que nunca chegam. É contra essa realidade que o movimento #ForaAdriane cresce.

Cada dado, cada denúncia, cada abandono público empurra a cidade para a mesma conclusão. Adriane Lopes não tem mais condições de administrar Campo Grande. A crise não é recente, a incapacidade não é nova e a rejeição não se explica apenas por desgastes políticos. Explica-se pelo cotidiano sofrido de uma população que paga caro para não receber nada.

A matemática é implacável. A prefeita gastou quase tudo. O cidadão recebeu quase nada. E a cidade perdeu quase quatro anos esperando uma gestão que nunca existiu. O movimento #ForaAdriane não nasce da política, nasce da frustração coletiva. É o grito de uma capital que cansou de ver seu dinheiro sumir e seus direitos desaparecerem.

E conforme o caos avança, cresce também a certeza de que Campo Grande merece mais. Muito mais. Enquanto a prefeita tenta justificar o injustificável, o povo já fez sua própria conta e concluiu o óbvio. A única despesa que a cidade não aguenta mais é a permanência de Adriane Lopes no cargo. Por isso, o grito que ecoa é uníssono, urgente e inevitável: #ForaAdriane.

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