Campo Grande faz 127 anos sem presente e sem futuro

Campo Grande completa hoje 127 anos sem uma única obra relevante da Prefeitura para entregar à população. Pela primeira vez, a Capital chega ao aniversário sem o tradicional pacote de inaugurações e lançamentos. Adriane Lopes conseguiu transformar uma data histórica em retrato constrangedor de uma administração sem realizações, sem planejamento e sem nada digno de apresentar.

A falta de obras não representa apenas uma falha na programação comemorativa. É a confissão pública de que a gestão passou mais um ano sem produzir resultados capazes de melhorar a vida do campo-grandense. Quando um governo não tem o que inaugurar, resta evidente que faltaram competência, prioridade e capacidade de transformar dinheiro público em benefícios.

Nem durante a pandemia Campo Grande ficou sem programação e anúncio de investimentos. Em 2020, mesmo com restrições sanitárias severas, a Prefeitura organizou eventos virtuais e manteve uma agenda de entregas. No ano seguinte, foi anunciado um pacote de R$ 1,3 bilhão. Agora, sem pandemia e com a máquina pública funcionando normalmente, Adriane oferece à cidade o vazio administrativo.

A comemoração oficial foi reduzida à Corrida do Facho e ao desfile cívico. São eventos tradicionais e importantes, mas incapazes de esconder o fracasso de uma Prefeitura que não apresenta escola nova, unidade de saúde, praça revitalizada, avenida recuperada ou qualquer obra de impacto para celebrar a data. O desfile passa, a corrida termina e os problemas continuam exatamente onde estavam.

A decadência da gestão ficou ainda mais evidente quando nem o líder da prefeita na Câmara Municipal soube explicar se haveria algum pacote de obras. Se a própria base governista desconhece o que a administração pretende fazer no aniversário da cidade, é porque não existe projeto para divulgar. Existe apenas improvisação, silêncio e um governo cada vez mais isolado dentro da própria desorganização.

Enquanto Adriane não encontra obra para inaugurar, o cidadão encontra buracos por toda parte, unidades de saúde sobrecarregadas, falta de medicamentos, transporte coletivo em colapso, obras paradas e espaços públicos abandonados. A Prefeitura não conseguiu sequer garantir o básico, mas tenta atravessar a data festiva como se a ausência de resultados fosse um detalhe sem importância.

A situação é tão vergonhosa que um vereador do próprio partido da prefeita afirmou que o maior presente seria ela não fazer nada. A ironia resume o tamanho do desgaste. Quando a inércia passa a ser considerada menos prejudicial do que as decisões do governo, a cidade já não enfrenta apenas uma gestão ruim. Enfrenta uma administração da qual até antigos aliados esperam o mínimo possível para evitar novos prejuízos.

O bolo gigante de 32 metros oferecido pela Fecomércio será a principal novidade da comemoração. São 800 quilos de bolo tentando adoçar um aniversário marcado pelo gosto amargo do abandono. A iniciativa privada prepara a atração enquanto a Prefeitura comparece praticamente de mãos vazias. Haverá bolo para distribuir, mas não haverá obra pública para mostrar.

Campo Grande não precisava de propaganda, discursos ensaiados ou placas anunciando promessas distantes. Precisava de entregas. Precisava chegar aos 127 anos com ruas transitáveis, postos abastecidos, transporte digno, escolas estruturadas e obras concluídas. Adriane não entregou o pacote tradicional porque simplesmente não construiu resultados para colocar dentro dele.

O aniversário deveria celebrar a evolução da Capital, mas acabou expondo a paralisia de quem a administra. Campo Grande cresceu apesar de governos incompetentes e continuará sendo maior do que a atual prefeita. Hoje, a cidade sopra 127 velas sem receber presente da Prefeitura. Adriane Lopes, porém, entrega à população algo impossível de embrulhar e difícil de esquecer, o mais absoluto fracasso administrativo.

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