Médicos recuam de saída em massa, mas cirurgias eletivas seguem suspensas na Santa Casa

Após ameaça de demissão em massa, os médicos da Santa Casa de Campo Grande decidiram permanecer no hospital. No entanto, atendimentos ambulatoriais e cirurgias eletivas continuam suspensos. Segundo a diretoria clínica, faltam insumos até para os 600 internados, o que impede a admissão de novos pacientes, exceto em casos de urgência e emergência.

Essa paralisação começou no dia 29 de julho. Apenas mantiveram atendimento normal os setores de urgência, emergência, hematologia, oncologia e transplante renal. Médicos ameaçaram retirar-se da Santa Casa em um mês se a situação não fosse regularizada, o que interromperia completamente atendimentos na unidade.

Nesta terça-feira (18), a diretora clínica do hospital, Izabela Falcão, informou que o corpo clínico se reuniu com o governador Eduardo Riedel e o secretário de saúde, Maurício Simões. Segundo ela, eles avaliariam alternativas para garantir o sustento financeiro da instituição. “Dessa forma, nenhuma equipe médica irá sair do hospital”.

Novo modelo para a Santa Casa?

Ainda conforme a diretora clínica, o governo teria sinalizado a possibilidade de criação de “um novo modelo para a Santa Casa, para assegurar a estabilidade financeira”. Falcão diz não ter mais detalhes, porém espera que esse modelo garanta pagamentos a funcionários e fornecedores, além de condições de trabalho.

A SES-MS (Secretaria Estadual de Saúde de Mato Grosso do Sul) confirmou ao Jornal Midiamax que o governador e o secretário participaram da reunião com o corpo clínico da Santa Casa.

A pasta diz que o Governo do Estado é “sensível às manifestações dos médicos”, acredita “na necessidade de rever com urgência o modelo de governança e financiamento da unidade” e está em “alinhamento ao pensamento e às expectativas dos profissionais”.

“Sobre novos recursos, mais uma vez o governador manifestou seu interesse em atender às expectativas mais imediatas dos representantes. Entretanto, neste momento, não há instrumento contratual vigente que possa permitir outros repasses que não aqueles objetos da última decisão judicial”, conclui nota da SES-MS.

Crise sem fim?

Ainda conforme a diretora clínica, o governo teria sinalizado a possibilidade de criação de “um novo modelo para a Santa Casa, para assegurar a estabilidade financeira”. Falcão diz não ter mais detalhes, porém espera que esse modelo garanta pagamentos a funcionários e fornecedores, além de condições de trabalho.

A SES-MS (Secretaria Estadual de Saúde de Mato Grosso do Sul) confirmou ao Jornal Midiamax que o governador e o secretário participaram da reunião com o corpo clínico da Santa Casa.

A pasta diz que o Governo do Estado é “sensível às manifestações dos médicos”, acredita “na necessidade de rever com urgência o modelo de governança e financiamento da unidade” e está em “alinhamento ao pensamento e às expectativas dos profissionais”.

“Sobre novos recursos, mais uma vez o governador manifestou seu interesse em atender às expectativas mais imediatas dos representantes. Entretanto, neste momento, não há instrumento contratual vigente que possa permitir outros repasses que não aqueles objetos da última decisão judicial”, conclui nota da SES-MS.

Crise sem fim?

A Santa Casa é o principal hospital de Mato Grosso do Sul em número de atendimentos e quantidade de leitos disponíveis. No entanto, a unidade de saúde diz enfrentar crise financeira, que resulta em atraso de salários e consequentes paralisações. Dessa forma, a entidade pressiona por mais repasses públicos.

A última paralisação da equipe de enfermagem durou algumas horas, no dia 7 de agosto, e só terminou quando o salário caiu na conta dos profissionais de saúde. O mesmo ocorreu no início de julhojunhomarço e janeiro de 2026. Ou seja, a Santa Casa só pagou salários em dia nos meses de fevereiro, maio e abril deste ano.

Estão paralisados desde o fim de julho, por falta de insumos, os atendimentos ambulatoriais e as cirurgias eletivas dos seguintes setores: cirurgia geral adulta e pediátrica, cirurgia cardíaca adulta e pediátrica, cirurgia vascular, cardiologia intervencionista, urologia, ortopedia, radiologia intervencionista, ultrassom e psiquiatria.

“A gente vai permanecer aqui no hospital, atendendo às urgências e emergências. Assim que esses recursos forem chegando e regularizando a situação do hospital, iremos retornar com todos os atendimentos”, diz Izabela Falcão, diretora clínica da Santa Casa de Campo Grande.

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