Brasil fecha 2025 como a 8ª maior economia do planeta

O modesto crescimento do Brasil, ainda que deva ficar entre as 5 maiores altas do G20, grupo das principais economias do mundo, é resultado da taxa de juros de 15%, o que coloca o País no 2º lugar do ranking de maiores juros reais (descontada a inflação) do planeta, com quase 10% (precisamente, 9,74% segundo a consultoria MoneYou).

A economia do Brasil deverá fechar 2025 como a 8ª maior do planeta, segundo o World Economic Outlook (Perspectivas da Economia Mundial) do FMI, outubro de 2025. O levantamento usa como base o Produto Interno Bruto (PIB) com base na Paridade do Poder de Compra (PPC), conceito econômico que compara o poder aquisitivo de diferentes moedas, ajustando as distorções causadas pelas taxas de câmbio e custos de vida. Ou seja, elimina as distorções de um dólar fraco ou forte.

Em relação a 2024, o Brasil deve perder 1 posição, para a Indonésia, cuja economia deverá crescer 4,9% em 2025, enquanto que a previsão do Fundo Monetário Internacional para o crescimento real do PIB brasileiro é de alta de 2,4%.

A Folha de S.Paulo publicou que o Brasil sairia do grupo de 10 maiores economias, mas utilizou como critério o PIB em preços correntes (em dólar), que gera grandes distorções, ainda mais nesta época com Trump no poder influenciando o valor da moeda estadunidense.

O que a Folha evita dizer é que o modesto crescimento do Brasil – ainda que deva ficar entre as 5 maiores altas do G20, grupo das principais economias do mundo – é resultado da taxa de juros de 15%, o que coloca o País no 2º lugar do ranking de maiores juros reais (descontada a inflação) do planeta, com quase 10% (precisamente, 9,74% segundo a consultoria MoneYou).

Essa taxa de juros exorbitante é responsável pela desaceleração da economia brasileira, o que levou a praticamente estagnação no 3º trimestre de 2025 (alta de 0,1%) na comparação ajustada com o 2º trimestre.

Em relação ao 3º trimestre de 2024, a alta desacelerou para 1,8%, menor avanço para o período equivalente desde a pandemia. Traduzindo: os juros fabricados pelo Banco Central (BC) só causam um estrago menor que a Covid-19.

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