
Avastin, medicamento utilizado para tratamento de câncer. (Foto: Reprodução).
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta terça-feira (21/10), a apreensão imediata de lotes falsificados dos medicamentos Keytruda e Avastin, utilizados no tratamento de diversos tipos de câncer.
As versões adulteradas foram localizadas em hospitais e clínicas de várias regiões do País, após confirmação das fabricantes MSD e Roche de que os produtos não são originais.

Os medicamentos eram distribuídos pela empresa LAF MED Distribuidora de Medicamentos e Materiais Hospitalares, que teve sua licença cassada. Segundo a Anvisa, a empresa é investigada por envolvimento em um esquema de falsificação de remédios oncológicos.
A cassação ocorreu após uma operação conjunta em Fortaleza (CE), com apoio da Secretaria Estadual de Saúde e da Agência de Fiscalização do município.
Durante a ação, os fiscais encontraram caixas com rótulos em inglês e sem registro nacional, indicando possível falsificação internacional. Também foram apreendidas notas fiscais que comprovam a venda irregular dos produtos.
A primeira denúncia surgiu em junho, quando um hospital de Palmas (TO) relatou suspeita sobre o lote SO48607 do Keytruda. A MSD confirmou que o frasco era falsificado, apresentava selo holográfico falso e inscrições em árabe.
Em julho, outro caso foi registrado em Vitória da Conquista (BA), com o lote YO19148, também adquirido da LAF MED, que não possuía número de registro da Anvisa e exibia diferenças visuais em relação ao original.
No caso do Avastin, a falsificação foi identificada no lote H0386H05. A Roche informou que, embora o código fosse semelhante ao verdadeiro, o rastreamento e as embalagens mostravam inconsistências.
A Anvisa alerta que o uso de medicamentos falsificados pode comprometer o tratamento e causar efeitos graves, inclusive risco de morte. O órgão reforça que falsificar remédios é crime hediondo, com pena de 10 a 15 anos de prisão.