Adriane precisa explicar onde gastou R$ 600 milhões da saúde

Governo federal questiona razões do caos no sistema que só no Orçamento do Município tem mais de R$ 2,2 bilhões. 

No MPE  

O blogueiro Bruno Ortiz Barbosa anunciou que vai levar “algo muito sério” ao Ministério Público Estadual (MPE), referindo-se ao desaparecimento desse recurso.

Ele se reportou àquela audiência na Câmara, salientando que todos os vereadores – da base governista – “ficaram quietinhos” quando Costa fez a cobrança. Ele reproduz o vídeo com a fala do superintendente, ao salientar que em caixa deveriam estar os R$ 600 milhões, pois só haviam sido pagos R$ 827 milhões do bolo orçamentário.

Esta conta, na verdade, precisa ser feita e refeita, diante do que há de restos a pagar e do que foi feito com o que saiu para ser aplicado no sistema. “A Saúde é dever do Estado, com estrutura de financiamento tripartite – federal, estadual e municipal, mas o orçamento da Saúde no município não está sendo executado”, assinalou Costa. “Participei do relatório da prestação de contas e naquele dia, do mês de outubro, vimos que, dos R$ 2,25 bilhões, o município tinha executado R$ 528 milhões, referentes aos oito primeiros meses do ano”, mencionou.

“E é por isto que não tem gratificação e nem valorização do servidor, não tem remédio. Sumiu quase um bilhão e nenhum vereador fala alguma coisa”, ataca Ortiz. “São R$ 600 milhões que desapareceram. Isto é muito grave. O que eu posso fazer, por enquanto, é denunciar”, dispara Ortiz.

Na audiência, Ronaldo Costa observou que apesar da crise no sistema, o Ministério da Saúde lançou programas para redução de filas e empenhou recursos adicionais.

Ele se posicionou contra a ideia da prefeita de terceirizar as UPAs e os Centros Regionais, submetendo-os às Organizações Sociais (OS).

Defendeu com veemência um SUS universal e gratuito. Por sua vez, vereadores oposicionistas continuam cobrando a prefeita Adriane Lopes sobre o uso indevido de mais de R$ 150 milhões do orçamento da saúde.

A denúncia foi formalizada pelo Conselho Municipal de Saúde e até agora nenhuma justificativa convincente foi apresentada, a não ser a informação de que o dinheiro teria sido utilizado para pagar salários de servidores.

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