Adriane Lopes rebaixa a capital a vergonha nacional em gestão fiscal

Campo Grande conseguiu a proeza de conquistar o segundo pior índice fiscal entre todas as capitais brasileiras em 2024. O vexame só não foi maior porque Cuiabá conseguiu ser ainda mais desastrosa. A Firjan, que avalia a saúde financeira das cidades, escancarou o que todo campo-grandense já sente na pele. Sob o comando de Adriane Lopes a capital virou sinônimo de desorganização, descaso e desperdício.

O estudo mostra que, enquanto a maioria das capitais conseguiu aproveitar a conjuntura econômica favorável, Campo Grande andou para trás. A cidade caiu para a 25ª posição entre 26 capitais e amarga a 3.467ª posição entre os mais de 5 mil municípios avaliados. Uma capital que já ostentou nota acima de 7 em 2014 agora virou referência em incapacidade de gestão.

Adriane Lopes gosta de repetir que não teve tempo para mostrar trabalho. Mas os números da Firjan comprovam que o problema não é tempo e sim falta de competência. A prefeita falhou em todos os principais indicadores, como gasto com pessoal, liquidez e investimentos. Em autonomia financeira, a capital só não tirou zero por milagre.

Enquanto Vitória atinge a nota máxima e se transforma em modelo de administração pública, Campo Grande vira caso de estudo sobre como destruir a confiança de investidores e a capacidade de planejamento de uma cidade. É a consagração do improviso, da falta de projeto e da submissão ideológica a um bolsonarismo ultrapassado que nada traz de concreto à vida da população.

E a situação só tende a piorar. A prefeita já prevê cortar quase pela metade os investimentos em 2026, reduzindo de 671 milhões para 357 milhões. Na outra ponta, os gastos com pessoal vão disparar com reajustes de até 159% nos salários da própria prefeita, da vice e dos secretários. Para o servidor comum, segue o jejum de reajuste desde 2023.

A população sente o resultado desse descontrole. Obras paradas, ruas tomadas por buracos, postos de saúde sem médicos e sem remédios, exames suspensos por falta de aparelhos. É o retrato de uma cidade que regride ano após ano.

Enquanto isso, Adriane prefere fugir de eventos oficiais com ministros e até com o presidente Lula para se fantasiar de militante em atos pró-Bolsonaro. Campo Grande já perdeu milhões em investimentos federais por falta de projetos e foi simplesmente ignorada no Novo PAC. Obras antigas do PAC, como os corredores do transporte coletivo, continuam inacabadas.

A cada novo dado, fica claro que a capital caminha sem rumo. Adriane Lopes conseguiu transformar uma cidade que já foi vitrine de investimentos em exemplo de fracasso administrativo. O que antes era orgulho, hoje é motivo de vergonha nacional.

O Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF) deixou de ser apenas uma métrica técnica para se tornar o atestado de falência política e administrativa de uma gestão que prefere a ideologia ao planejamento, o discurso à execução e a

omissão à responsabilidade. Campo Grande segue firme, ladeira abaixo, num desastre anunciado.

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