
Em Campo Grande, maior evento mundial pela vida silvestre é destacado por Nelsinho Trad e Reinaldo Azambuja.

Um dos eventos mundiais mais importantes para a preservação da vida animal e defesa da sustentabilidade vai fazer de Mato Grosso do Sul e sobretudo, de Campo Grande sede do acontecimento, um ponto de referência nas pautas ambientais.
Trata-se da 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres, a COP15, um tratado ambiental da Organização das Nações Unidas (ONU), em vigor desde 1979.
Riedel, no Bioparque Pantanal: governo dá prioridade para a COP15. (Foto: Eduardo Suede/CBN).
O governador Eduardo Riedel (PP) mobilizou todas as peças da máquina administrativa para atender às demandas necessárias ao pleno êxito do evento. “O governo já trabalha de maneira transversal, todas as secretarias atuam nas diferentes etapas das políticas públicas. E para a COP15 este modelo será fundamental, porque temos compromisso com a sustentabilidade, que é a base conceitual do nosso desenvolvimento”, diz.
A COP15 está marcada para o período de 23 e 29 deste mês e são esperados mais de 3,5 mil participantes, vindos do Brasil e do exterior.
Da saúde à segurança, todos os serviços necessários terão cobertura das secretarias estaduais, em conjunto com os órgãos municipais e federais.
Haverá patrulhamento aéreo, forças terrestres e equipes especializadas de socorro e manutenção em acidentes, prevenção de incêndio e similares, segurança energética e outros.
Empenhos
A prioridade dada por Riedel ao acontecimento é compartilhada por outras lideranças políticas. O senador Nelsinho Trad (PSD) cumpriu uma tarefa decisiva como relator das propostas aprovadas no Senado para os investimentos na COP15. “Acima de tudo, temos que focar no maior objetivo, pois preservar o meio ambiente implica preservar a vida de todas as espécies”, disse. “A busca mundial é pela conservação de espécies migratórias, habitats e rotas em escala global”, emendou.
O acordo aprovado no Senado prevê o orçamento da COP15, que custará R$ 46,9 milhões, subsidiados pelo Governo do Brasil (R$ 26,7 milhões), em conjunto com o governo de Mato Grosso do Sul (R$ 10,7 milhões) e os projetos de cooperação internacional (R$ 2,5 milhões).
A presidência da COP15 é de João Paulo Capobianco, secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.
A cúpula conta com 133 partes signatárias (132 países, mais a União Europeia) e abrange cerca de 1.189 espécies, entre aves, mamíferos, peixes, répteis e insetos.
Segundo Riedel, a COP15 é um compromisso brasileiro com o multilateralismo e fortalece a agenda ambiental internacional, sobretudo no que se refere à promoção do desenvolvimento sustentável, por meio da proteção das espécies migratórias.
Nelsinho deduz que a escolha do “Estado do Pantanal” para o evento chama a atenção para a importância de um bioma que tem notável biodiversidade e é uma das maiores áreas úmidas contínuas do planeta.
Os visitantes, especialmente os estrangeiros, poderão conhecer os atrativos emblemáticos da cidade, entre os quais o Bioparque Pantanal, Museu Dom Bosco, Parque Estadual do Prosa e Parque Estadual Matas do Segredo.
Para valorizar as artes regionais, a Secretaria Estadual de Turismo, Esporte e Cultura) incluiu na programação das atividades a tradicional e conceituada “Casa do Artesão”, que representa cerca de 800 artesãos sul-mato-grossense.
O ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), que em duas gestões investiu na melhoria estrutural dos órgãos de defesa ambiental, celebra os resultados da COP15.
A seu ver, Mato Grosso do Sul, em âmbito local, o Brasil e outros países, no mapa mundial, terão importantes radiografias de realidades que precisam ser bem avaliadas e atendidas nas demandas de preservação e combate, sobretudo em relação às práticas que ameaçam as espécies migratórias e as florestas.