Prefeita nega reajuste pela 4ª vez e infelicita 30 mil famílias de servidores

A prefeita Adriane Lopes: indiferença ao grave problema social que vem causando. (Foto: Redes Sociais).

Cerca de 30 mil servidores públicos municipais de Campo Grande estão ficando pela quarta vez consecutiva sem reajuste salarial. Significa que em quatro anos de gestão Adriane Lopes (PP) deixa cerca de 30 mil famílias “comendo o pão que o diabo amassou”, expressão figurada que os trabalhadores passaram a utilizar, indignados com a insensibilidade e a frieza de uma gestora que propagandeia ser fiel a princípios cristãos.

As lideranças sindicais do funcionalismo mostram números e datas para provar que enfrentam o 4º ano seguido sem o reajuste salarial linear previsto em lei, acumulando perdas inflacionárias que passam dos 15%.

Informa-se que Adriane Lopes mantém o congelamento devido ao Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal (PEF), priorizando cortes de gastos e alegando falta de recursos, ao invés de assumir a falta de planejamento.

O último reajuste foi de 10%, em 2022, na gestão de Marquinhos Trad. O plano de austeridade de Adriane seria para economizar R$ 154 milhões.

Porém, há uma escandalosa contradição: a prefeita que proíbe o aumento de despesas com pessoal é a mesma que aumentou em 66% seu próprio salário e dos secretários e assessores privilegiados.

Sem crédito

Segundo Willian Freitas, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sisem), está em negociação um possível reajuste em maio, data-base da categoria. É uma projeção sem crédito, diante da indiferença de Adriane ao grave problema causado pelas perdas salariais acumuladas.

Os guardas municipais farão uma assembleia para debater a data base, a reposição da inflação nos quatro anos e ações judiciais por adicional de periculosidade, letras e quinquênios e auxílio alimentação nas férias.

Em 2025 Adriane decretou corte de gastos e prorrogou o decreto em março último. Na tentativa de aumentar a arrecadação, ela reajustou a taxa do lixo, gerando no IPTU um aumento absurdo, que chegou a 396%, alegando dificuldade financeira.

Seu salário, contudo, saltou quase 70%. E a remuneração da sortuda assessoria da “corte” – incluída a concunhada da prefeita e chefe da Casa Civil, Thelma Fernandes Nogueira Lopes -cresceu até 41%.

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