Para Nelsinho brasileiros querem dosimetria e pacificação

Nelsinho Trad: “O debate não deve ser contaminado por radicalizações políticas”. (Fotos: Redes Sociais).

A decisão do presidente Lula (PT) de vetar na íntegra o chamado “PL da Dosimetria”, que reduz em larga escala as sentenças do STF aos envolvidos na tentativa de golpe de 08 de janeiro, foi vista com um olhar crítico pelo senador Nelsinho Trad (PSD).

Ele afirma que o Brasil quer a democracia consolidada sem rancor e conflitos desnecessários, com um debate “que não deve ser contaminado por radicalizações políticas, mas conduzido com base nos princípios do Estado Democrático de Direito”.

O projeto aplica penas proporcionais aos condenados pelo 08 de janeiro, entre os quais o ex-presidente Jair Bolsonaro, sentenciado a 27 anos e três meses de cadeia. “A história ensina que o Brasil só avança quando escolhe pacificar, e não quando transforma o conflito em método. Defender a dosimetria é defender pena proporcional, critério e respeito às instituições”, argumentou Nelsinho.

Sem revanchismo

Para o senador, deve ser considerado que o veto presidencial é um instrumento constitucional legítimo e é desta maneira que será tratado no Parlamento. Contudo, mesmo com o país pacificado Nelsinho descartou o fim do debate.

Ele chamou a atenção para algumas distorções que precisam ser enfrentadas com responsabilidade, serenidade e o efetivo compromisso institucional, “nunca com rancor ou revanchismo”.

Nelsinho avisou que seguirá atuando para que o tema volte à mesa pelos caminhos legais, movido pela política e compromissos com o país real , “aquele que precisa de estabilidade, desenvolvimento, emprego e renda para seguir em frente”.

Ao concluir, salientou que a Constituição é clara e objetiva ao prever que o Congresso Nacional pode analisar o veto, mantendo-o ou derrubando-o, desde que atendidos os quóruns exigidos: 257 votos na Câmara dos Deputados e 41 votos no Senado Federal.

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