
O senador Nelsinho Trad: decisão ganha reconhecimento dos partidos pró-Riedel. (Foto: Redes Sociais).
Com Nelsinho Trad (PSD), o palanque do governador Eduardo Riedel (PP) fica mais forte e amplia sua capilaridade na campanha pela reeleição. Ganha também o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), ao tê-lo como primeiro suplente na chapa que concorre ao Senado.
Estas perspectivas de reforço na competitividade da direita sul-mato-grossense foram abertas na sexta-feira (31/07), quando Nelsinho, depois de conversar com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, comunicou a sua desistência de tentar a reeleição.

Embora surpreendesse os meios políticos e a opinião pública, a decisão de Nelsinho, anunciada mediante vigorosas justificativas, colheu e vem colhendo ainda manifestações elogiosas, como ocorreu durante a Convenção Estadual do PL, no sábado (01/08).
Dirigentes e lideranças dos nove partidos que se aliaram na luta pela reeleição de Riedel derramaram aplausos e palavras de reconhecimento ao gesto de renúncia.
Nelsinho disse que um dos motivos foi contribuir com a unidade das forças que apoiam a reeleição do governador.
Depois de revelar que travou uma luta consigo mesmo antes de se decidir, ele contou que a decisão foi tomada após orientação da direção nacional do PSD.
Riedel classificou sua atitude como uma das maiores demonstrações de grandeza que presenciou em sua trajetória política. “É um gesto que Mato Grosso do Sul sempre vai se lembrar”, apostou. “Eu agi com a razão, sou cirurgião. Há momentos em que não podemos nos emocionar para resolver problemas”, comparou.

Passo ao lado
Aplaudido pelos convencionais, Nelsinho fez reflexões que havia encaixado em uma nota oficial sobre a renúncia. Acentuou não ter dado “um passo atrás”, mas “um passo ao lado” para preservar a unidade do grupo e seguir as orientações da direção nacional do PSD. “Não preciso provar mais nada. Já sou feliz comigo mesmo. Tenho discernimento e condições de continuar ajudando o meu Estado e o meu País”, afiançou.
Ele avisou que vai fazer esta campanha e não deixa a política. “Eu tenho pautas muito importantes no Congresso para continuar tocando. E vou fazer isso com a grandeza que tenho e com a qual sou reconhecido no Brasil. Qualquer porta em que eu bato, se abre, pela nossa história e pela nossa trajetória. Eu não vou desapontar o meu Estado por não trabalhar. Posso ter setores que não concordem com o que encaminho, mas isso faz parte da política”.