A pior do Brasil

Adriane Lopes conseguiu empurrar Campo Grande ao fundo do poço administrativo. A mais recente pesquisa do Instituto Ranking Brasil Inteligência revela que somente 3% dos moradores aprovam sua gestão, enquanto assombrosos 94% a desaprovam. Não se trata mais de desgaste político, mas de um repúdio absoluto da população.

Os números são ainda mais humilhantes quando os entrevistados avaliam a qualidade do governo. Para 85%, a administração é ruim ou péssima. Apenas 2% consideram a gestão boa ou ótima. É um resultado devastador para qualquer governante e uma sentença popular contra uma administraçãoque nunca teve credibilidade, capacidade de reação e conexão com a cidade.

A pesquisa ouviu mil eleitores entre 17 e 21 de julho, nas sete regiões urbanas, nos distritos e na zona rural de Campo Grande. Com margem de erro de 3,1%, o levantamento mostra que a rejeição não está concentrada em um bairro ou segmento. O fracasso se espalhou pela Capital e alcançou todos os cantos.

A saúde pública lidera o descontentamento. A demora nos exames foi apontada por 35% dos entrevistados, enquanto 30% reclamaram da falta de médicos e medicamentos. São cidadãos esperando atendimento, diagnóstico e tratamento enquanto a Prefeitura oferece discursos, desculpas e incompetência.

Os buracos também viraram uma marca vergonhosa da gestão. Mesmo cercada por contratos milionários, aditivos e promessas de recuperação das ruas, Campo Grande continua castigando motoristas e colocando vidas em risco. Quando 23% da população cita diretamente esse problema, fica claro que a propaganda não consegue mais esconder o abandono evidente no asfalto.

A falta de gestão foi mencionada por 21% dos moradores, enquanto 20,6% apontaram a própria permanência da prefeita no cargo como um dos problemas da cidade. Poucas avaliações poderiam ser mais duras. Adriane deixou de ser vista apenas como responsável pelas dificuldades e passou a ser considerada parte central delas.

Também chama atenção o fato de 25,4% citarem corrupção e problemas na Central de Regulação, enquanto 15,8% mencionaram desvios e roubos de dinheiro entre suas preocupações. Esses percentuais revelam o tamanho da desconfiança popular e exigem transparência absoluta, fiscalização rigorosa e respostas concretas do poder público.

O transporte coletivo precário, os impostos elevados, a falta de moradia, a sujeira, a iluminação deficiente e o abandono das praças completam o retrato de uma Capital que perdeu rumo. Não há setor capaz de compensar tamanho acúmulo de insatisfação. O que existe é uma sucessão de falhas que consome a paciência do cidadão.

Adriane já havia ocupado a última colocação em levantamentos nacionais sobre prefeitos de capitais. Agora, com apenas 3% de aprovação em Campo Grande, sua gestão aprofunda uma rejeição que já era histórica. O título de pior prefeita do Brasil deixou de soar como provocação política e passou a encontrar respaldo em pesquisas sucessivas e na revolta cotidiana das ruas.

Campo Grande não merece continuar submetida a uma administração que coleciona crises, escândalos, serviços precários e índices humilhantes. O veredito popular é brutal e direto. Adriane Lopes é a pior prefeita do Brasil e sua gestão se transformou no maior problema da cidade.

Compartilhe
Notícias Relacionadas
© 2024 O Consumidor News
Desenvolvido por André Garcia - www.conffi.com.br