Auditoria especial: Santa Casa ganha equipe de 11 auditores para fiscalizar a instituição

Os auditores vão checar passo a passo: como os recursos públicos foram gastos, se as contas seguem regras de contabilidade pública e privada, o modelo de gestão e estrutura do hospital, contratos de terceirização e quarteirização de serviços, cumprimento das metas de atendimento SUS e pontos fracos para relatar ao Compor (Centro de Acompanhamento do MPMS).

Governo de Mato Grosso do Sul oficializou nesta quarta-feira (18/02) uma auditoria especial nas contas da Santa Casa de Campo Grande, menos de dois meses após repassar R$ 54 milhões emergenciais ao hospital para evitar paralisação.

Por que a auditoria está acontecendo

O governo criou essa auditoria para cumprir o acordo de dezembro de 2025, mediado pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), entre Estado, Prefeitura de Campo Grande e a Associação Beneficente Santa Casa.

Na época, o hospital enfrentava risco de fechar por falta de pagamento a médicos e funcionários. O Estado liberou os R$ 54 milhões (R$ 23 mi do governo, R$ 16 mi de emendas federais e R$ 15 mi da prefeitura), mas só com a condição de um “pente-fino” nas finanças para ver se o dinheiro é usado direito e se a gestão precisa melhorar.

Os recursos liberados em dezembro devem ir só para médicos PJ e 13º salário, em conta separada para rastrear tudo e evitar desvios.

​Quem coordena e quantos auditores

A auditoria é uma força-tarefa conjunta da CGE (Controladoria-Geral do Estado) e da SES (Secretaria Estadual de Saúde), com 11 servidores escalados: cinco da CGE e seis da SES.

No comando estão a auditora-geral do Estado, Patrícia Helena Salamene e a auditora de serviços de saúde Janaina Trevisan Andreotti. Representantes da Secretaria Municipal de Saúde e da Controladoria-Geral de Campo Grande podem entrar no time se indicados.

​O que vão analisar e como vai funcionar

Os auditores vão checar passo a passo: como os recursos públicos foram gastos, se as contas seguem regras de contabilidade pública e privada, o modelo de gestão e estrutura do hospital, contratos de terceirização e quarteirização de serviços, cumprimento das metas de atendimento SUS e pontos fracos para relatar ao Compor (Centro de Acompanhamento do MPMS).

Eles terão acesso total a documentos e dados. O cronograma exato, período analisado e início dos trabalhos serão definidos nas primeiras reuniões do grupo.

​Uma comissão com Estado, Município e MPMS acompanha tudo de perto, e o resultado pode mostrar se o problema é só falta de dinheiro ou má gestão, levando a correções para evitar outra crise.

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