
Quatro pontes construídas durante uma mesma gestão desabaram em Mato Grosso do Sul em menos de dez anos. A mais recente transformou o que já era grave em tragédia: uma vida foi perdida.
Quando uma obra cai, pode haver explicações técnicas. Quando quatro desabam, a conversa muda de tom. É preciso saber quem projetou, quem executou, quem fiscalizou, quanto custaram essas estruturas e, principalmente, se houve falhas que poderiam ter sido evitadas.
Não basta interditar, reconstruir e seguir em frente como se nada tivesse acontecido. Concreto pode desabar. A responsabilidade, não.
Agora, mais do que justificativas, Mato Grosso do Sul merece investigação séria, transparência e respostas. Afinal, quantas pontes ainda precisam cair para alguém finalmente responder?