Assédio eleitoral na Assembleia

Circulam relatos preocupantes de que alguns deputados estariam usando a influência dentro da Assembleia Legislativa para pressionar servidores contratados a entregar pacotes de votos, com cobrança de até dez indicações por funcionário e promessas de promoção, mudança de classe e aumento salarial em troca de apoio eleitoral. A prática tem nome e gravidade. Trata-se de assédio eleitoral, uma violência que transforma emprego público em instrumento de campanha e o medo da demissão em moeda de voto. O mais escandaloso é que a própria Casa produziu uma cartilha para combater esse tipo de abuso, mas há quem pareça disposto a atropelar as regras que deveria respeitar. Vale lembrar que mandato não é salvo conduto para constranger servidor, negociar vantagem funcional ou montar curral eleitoral dentro do poder público. Mais detalhes serão publicados na próxima edição impressa do Jornal O Consumidor.

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