Mais uma promessa ou compromisso de verdade?

A prefeita Adriane Lopes anunciou um reajuste de 4,39% para os servidores municipais, mas decidiu parcelar o pagamento em duas etapas: uma parte em agosto de 2026 e a outra apenas em janeiro de 2027. A pergunta que ecoa entre os trabalhadores é simples: quem garante que esse dinheiro realmente chegará ao bolso do servidor?

Depois de anos de perdas acumuladas, promessas não cumpridas e uma defasagem salarial que corrói o poder de compra dos funcionários públicos, a desconfiança é mais do que compreensível. O servidor já ouviu discursos, já viu anúncios e já esperou demais.

O reajuste, que já é considerado insuficiente por grande parte da categoria, ainda foi transformado em parcelas futuras, deixando no ar a sensação de que a Prefeitura tenta vender como conquista aquilo que deveria ser obrigação.

Enquanto isso, o custo de vida não espera janeiro de 2027. A conta do mercado chega hoje, a farmácia cobra hoje e as despesas da família vencem hoje.

Afinal, promessa parcelada sem garantia tem outro nome: incerteza. E servidor público está cansado de viver de expectativa. Quem trabalha merece respeito, não cheque pré-datado político.

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