
O discurso é de candidato. O problema é que a fazenda virou caso de polícia.
Uma propriedade do empresário e candidato a deputado federal Carlos Bernardo entrou na mira da Polícia Federal e do Ministério do Trabalho. Na operação realizada em Porto Murtinho, foram localizados 23 trabalhadores em situação trabalhista irregular, enquanto a PF apura possível submissão a condições análogas à escravidão e tráfico de pessoas para exploração laboral.
E não parou por aí: os agentes apreenderam 14 armas de fogo e munições, algumas com numeração suprimida. Segundo a PF, há indícios de falta de registro trabalhista, possível retenção de pagamentos e restrições à liberdade dos trabalhadores.
Carlos Bernardo confirma ser dono da propriedade, mas nega as irregularidades e contesta as acusações.
Quem pretende representar o povo em Brasília agora terá de explicar muito bem o que acontecia dentro da própria porteira.
Na campanha, promessa de futuro. Na fazenda, investigação sobre um passado que o Brasil insiste em não aceitar.
voltaremos!