Preço do metro quadrado em Campo Grande sobe 66,5% em sete anos, mas cidade segue com um dos menores valores entre capitais

O preço médio do metro quadrado de imóveis residenciais em Campo Grande passou de R$ 4.120 em junho de 2019 para R$ 6.859 em maio de 2026, o que representa uma alta de 66,5% no período de sete anos. Os dados são do Índice FipeZAP, que monitora os preços de venda de imóveis residenciais em 56 cidades brasileiras. 

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Apesar da valorização, Campo Grande segue entre as capitais com menor preço médio por metro quadrado do País. Em maio de 2026, a capital sul-mato-grossense ocupava a 19ª posição entre as 22 capitais analisadas, com valor de R$ 6.859/m². Na comparação com maio de 2019, a cidade também estava entre as mais acessíveis, com o terceiro menor preço entre as capitais monitoradas, atrás apenas de Goiânia (R$ 4.268/m²) e João Pessoa (R$ 4.484/m²).

Variação mensal e acumulada

No mês de maio de 2026, o Índice FipeZAP registrou alta de 0,29% nos preços dos imóveis em Campo Grande, desacelerando em relação ao resultado de abril (+0,51%). No acumulado do ano de 2026, a valorização na capital sul-mato-grossense chegou a 4,60%, colocando a cidade entre as que mais se valorizaram no período. No acumulado de 12 meses, a alta foi de 2,64%.

Já em maio de 2019, a variação mensal havia sido de +0,38%. No acumulado do ano de 2019, no entanto, os preços dos imóveis em Campo Grande apresentavam queda de -0,35%, e nos 12 meses encerrados em junho daquele ano, a retração foi de -2,96% — a segunda maior queda entre as capitais, atrás apenas de João Pessoa (-3,26%). 

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Preços de imóveis em Campo Grande estão abaixo da média nacional

O Índice FipeZAP registrou aumento médio de 0,42% no País, em maio de 2026, com preço médio nacional de R$ 9.809/m². Campo Grande ficou abaixo da média nacional, tanto em variação mensal (+0,29%) quanto em preço médio (R$ 6.859/m²).

Em junho de 2019, o índice nacional havia registrado variação de -0,03%, com preço médio de R$ 7.182/m² entre as 50 cidades então monitoradas. Naquele período, Campo Grande também ficava abaixo da média nacional.

Capitais com maior valorização em 2026

No acumulado de 2026 até maio, as capitais com maior valorização foram Vitória (+5,41%), Salvador (+5,13%), Manaus (+5,10%), Fortaleza (+4,69%), Natal (+4,66%) e Campo Grande (+4,60%), que aparece em sexto lugar no ranking. 

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O cenário era diferente em maio de 2019, quando, no acumulado do primeiro semestre, o Índice FipeZAP nacional subiu 0,29%, com Campo Grande registrando queda de -0,35%. Em 12 meses, a capital sul-mato-grossense apresentava retração de -2,96%, enquanto a média nacional subia 0,25%.

Tamanho da amostra na Capital aumentou em sete anos

O número de anúncios analisados pelo Índice FipeZAP em Campo Grande cresceu significativamente no período. Em junho de 2019, a amostra era de 454 anúncios. Sete anos depois, em maio de 2026, o levantamento considerou 1.260 anúncios na cidade.

Preços por tipologia do imóvel também variou para cima

Os dados de maio de 2026 demonstram que o preço médio do metro quadrado em Campo Grande variou conforme o tipo de imóvel. Unidades com um dormitório apresentaram o maior preço médio (R$ 11.987/m² nacionalmente), enquanto imóveis com três dormitórios tiveram a menor variação mensal (+0,28% no país).

O Índice FipeZAP é produzido a partir de anúncios de imóveis residenciais para venda divulgados na internet. O levantamento de maio de 2026 abrangeu 56 cidades, sendo 22 capitais, com amostra total de 1.260 anúncios analisados em Campo Grande. Em junho de 2019, o índice abrangia 50 cidades, sendo 16 capitais, com amostra de 454 anúncios na capital sul-mato-grossense.

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