
A Black Friday é sempre uma data muito aguardada pelos consumidores, com promessas de grandes descontos e promoções. Em 2025, ela será celebrada no dia 28, na última sexta-feira de novembro. Apesar da empolgação com “ofertas relâmpago” e “oportunidades imperdíveis”, é necessário se preparar para aproveitar a Black Friday da melhor maneira.
A economista Andreia Saragoça, especialista em economia comportamental, explica que as compras na data devem ser acompanhadas de pesquisa, sendo sempre um produto que já era do interesse do cliente. “Quando você já está querendo comprar um produto, já fez uma pesquisa, sabe o preço dele, é só dessa maneira que a Black vale a pena”, afirma.
Assim, segundo a economista, o ideal é que a Black Friday seja uma oportunidade para comprar um item que já estava no radar, mas por um preço menor. No entanto, para muitos brasileiros, a data pode acabar se tornando um momento para fazer aquisições não planejadas e, muitas vezes, desnecessárias.
Por isso, Andreia alerta que as compras “por impulso” são as maiores ‘pegadinhas’ da data, e os clientes devem ficar atentos a elas. “A compra por impulso é uma compra sem programação, sempre. Você às vezes acaba comprando mais de um mesmo item que sequer precisava. É sempre uma cilada”.
Para não cair nessa ‘armadilha’, a especialista recomenda que os consumidores façam um planejamento de controle dos gastos, separados por categorias como transporte, alimentação, moradia, etc. “Se a pessoa já sabe suas despesas, ela se programa melhor para uma compra. Com essa informação no orçamento, você tem previsão de receita e tem previsão de despesa, com menos chance de cair em uma cilada”.
Outro ponto destacado por Andreia é o risco de endividamento, atrelado a compras impulsivas e a aquisições com pagamento parcelado. Segundo ela, com os grandes descontos ofertados durante a Black Friday, as pessoas tendem a querer comprar mais e, para isso, parcelam os produtos.
“Uma coisa muito importante é entender que eu só posso comprar qualquer coisa parcelada se eu tiver o dinheiro [do preço do produto] à vista”, explica Andreia. Ela afirma que, apesar de não ser a realidade da maioria dos brasileiros, a estratégia deve ser adotada para se proteger de dívidas maiores.
“Você precisa no mínimo ter um orçamento com previsão daquele gasto, porque você vai comprometer uma renda futura, que você nem tem ainda”, alerta. Com parcelas a longo prazo, há o risco de o consumidor ficar desempregado e não conseguir manter o gasto.
Além disso, a economista informa que períodos como a Black Friday utilizam destes recursos — como grande diminuição de preço, “pague 1 e leve 2”, parcelas longas — para estimular as compras. “O mercado estuda a psicologia econômica e entende como o consumidor se comporta. Ele [o mercado] vai procurar como pode atingir as pessoas e bater a meta, aproveitando que os clientes estão ‘disponíveis pra comprar’”, completa.