
Adriane Lopes vaiada em público e rejeitada por 70%, teve um dia dos namorados diferente, o que era para ser uma festa popular na praça do Rádio Clube, terminou em vergonhosamente.
Ontem, 12 de junho, Dia dos Namorados uma data que, para muitos, é de comemoração. Para outros, nem tanto. Talvez a prefeita Adriane Lopes não tenha podido comemorar com seu namorado e marido, Lídio Lopes. Aliás, ambos não andam tendo muitos motivos para comemorar.
Na verdade, Adriane já entrou para a história de Campo Grande como a primeira prefeita a receber vaias homéricas e em público. No lançamento da festa de Santo Antônio, foi ovacionada por uma sonora e inédita vaia. Algo que, jamais havia ocorrido com tal intensidade nem nos tempos de Alcides Bernal ou Gilmar Olarte. A reação popular escancarou a insatisfação com o resultado da eleição e mais recentemente ao descobrir que foram enganados por uma gestão marcada por escândalos, omissões e colapso administrativo.
A vaia de ontem foi apenas o reflexo de uma realidade já escancarada: 70% da população rejeita Adriane Lopes, segundo a última pesquisa. E o clima político se agravou ainda mais com o recurso impetrado pelo Ministério Público Federal junto ao TSE, apontando graves irregularidades, inclusive compra de votos, na eleição que a elegeu. Numa disputa acirrada onde ao que tudo indica a compra de votos foi determinante para sua vitória, decidida por pouco mais de 12 mil votos ou melhor, 6 mil, quando se considera o confronto direto do segundo turno, cada voto que migra de um lado para o outro representa, uma diferença ainda menor de fato, qualquer irregularidade se torna decisiva. Cabe lembrar que todos os intuitos de pesquisas, inclusive os mais respeitados apontavam vitória da sua oponente.
A sensação é de que a população já não queria a continuidade daquela gestão. Mas Adriane foi eleita, sustentada por apoios estratégicos de
figuras regionais e nacionais, contando como o apoio explícito da Senadora Teresa Cristina que abraçou e avalizou a prefeita como a melhor candidata para Campo Grande, colocando toda sua equipe e recursos para trabalhar por Adriane. Lopes, que saiu do papel de “patinho feio” e mera vice prefeita para o cargo mais alto na administração da capital, impulsionada por uma articulação poderosa, comandada pela Senadora.
Só que agora, passado o efeito da maquiagem eleitoral, os problemas reais voltaram com força total; saúde em colapso, infraestrutura abandonada e finanças mergulhadas no caos, e agora “Cadê Teresa??” a Senadora deixou um presente de grego para a população de Campo Grande e sumiu, mas há razão para isso, pois segundo pesquisa interna recente, está vendo seu capital político, duramente construído e até então inquestionável, derreter no mesmo ritmo que a administração Adriane derrete, e a qual está ligada umbilicalmente.
Ambas, descobriram que sem capacidade técnica e sem capacidade de gestão, centrado em um grupo de secretários que parece mais um diretório acadêmico do colegial, só poderia colher um resultado, e nesse caso realidade se impôs, a administração de Campo Grande está afundando rapidamente, com a gestão sem poder de resposta. Ao que tudo indica, principalmente pela postura da prefeita, ficará assim por um bom tempo e, não sairá dessa crise tão cedo.
A realidade desnudada à população é dura. E a reação popular à prefeita não poderia ser diferente. Ninguém esperava aplausos diante do caos reinante, reflexo de tantos equívocos e desvios éticos. Mas talvez o mais revelador do episódio de ontem não tenha sido a vaia em si, mas a forma como Adriane reagiu: arrogante, irônica, acenando com desprezo à população já se retirando, visivelmente constrangida. Esse gesto, por si só, resume sua gestão marcada por soberba e despreparo.
Esse é o mesmo comportamento que já se notava nos debates eleitorais: uma performance mais teatral do que propositiva. O que antes parecia atuação, agora se revela como traço de personalidade e característica de um governo sem rumo.
Diante desse cenário, a Câmara Municipal precisa assumir o protagonismo. A população espera uma resposta. E cabe ao presidente da Casa, vereador Papy, a oportunidade de se consolidar politicamente ao lado do povo. A esperança da cidade talvez esteja na coragem dos vereadores em enfrentar o que precisa ser enfrentado. As investigações estão em curso, as denúncias se acumulam, e a pressão social só tende a crescer.
As vaias de ontem podem ter sido apenas o início. Adriane já não tem a legitimidade popular, que aliás nunca à teve. E a pseuda capacidade técnica, essa já foi percebida e colocada em xeque há muito tempo. Agora resta saber se consegue, se ela que ela consegue ao menos, terminar o mandato de maneira menos trágica para nossa capital. Porque, para a história, ela já entrou. Mas talvez não da forma que gostaria.
Sonora Hammer