
Ataques do 8 de Janeiro. (Foto: Marcelo Camargo, Agência Brasil)
Três anos após o ato golpista em Brasília, uma manifestação contra anistia será realizada em Campo Grande, no dia 8, quinta-feira, a partir das 17h, no cruzamento da Avenida Afonso Pena com a Rua 14 de Julho.
A manifestação acontecerá nas 27 capitais brasileiras, incluindo Campo Grande. Quem organiza o ato são as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo.
De acordo com o secretário-geral do PT, Agamenon do Prado, está convidada toda a população contra a anistia e que defenda a soberania. “Independentemente de coloração partidária, convidamos quem defende nossa democracia e riquezas brasileiras.”
São esperados entre 200 e 300 manifestantes. No dia, os manifestantes também prestarão solidariedade à Venezuela, após o presidente Nicolás Maduro ser preso e levado aos Estados Unidos no último sábado (3). “Nós defendemos o povo venezuelano, nenhuma nação pode atacar a outra, conflitos devem ser resolvidos com diálogo. Nós repudiamos o ato de invasão.”
Do Prado reforça que o objetivo da manifestação é a defesa pela democracia e contra a anistia. “Pela primeira vez na história do país temos um presidente preso por uma tentativa de golpe, generais presos. Nossa mobilização é contra a anistia dos envolvidos na tentativa de golpe em 8 de janeiro de 2023”, ressaltou.
Em agosto de 2025, o STF (Supremo Tribunal Federal) condenou mais 119 pessoas envolvidas nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. Em todas as ações penais, prevaleceu o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes, que entendeu que os réus integravam um grupo com a intenção de derrubar o governo democraticamente eleito em 2022. Os julgamentos foram realizados em sessões virtuais do Plenário e da Primeira Turma concluídas nos dias 6, 14, 24 e 30 de junho, e no dia 5 de agosto.
As penas mais severas foram aplicadas aos 41 réus que participaram da invasão e depredação do Palácio do Planalto, das sedes do Congresso Nacional e do STF, na Praça dos Três Poderes, ou que atuaram como financiadores e captadores de recursos para o aluguel de ônibus e a manutenção do acampamento. Foram condenados: 20 pessoas a 14 anos de prisão; dez a 17 anos; oito a 13 anos e 6 meses; duas a 13 anos e 8 meses; e um réu a 12 anos.
Das 78 pessoas que cometeram crimes de menor gravidade, 70 tiveram as penas fixadas em um ano de detenção e substituídas por restrição de direitos. Os demais oito foram sentenciados a dois anos e cinco meses de detenção por descumprimento das medidas cautelares, como uso de tornozeleira ou comparecimento em juízo.