Indicar caminhos’: Nelsinho vê em CPI chance de combater rota do tráfico na fronteira de MS

O Senado instala, nesta terça-feira (4), a CPI do Crime Organizado e, para o senador Nelsinho Trad (PSD-MS), essa é uma chance de trazer o debate para o problema do tráfico de drogas, armas e contrabando na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai.

A Comissão Parlamentar de Inquérito será instaurada após a megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, que deixou 121 mortos. O motivo da ação policial foi o combate ao Comando Vermelho, umas das maiores facções criminosas do país, também presente em MS.

É justamente nesse ponto que o parlamentar sul-mato-grossense acredita que o debate na CPI pode buscar soluções para a criminalidade na fronteira, motivada por guerra de facções, além de ser porta de entrada de drogas e armamentos para essas organizações criminosas.

Assim, Nelsinho reforça que “a resposta eficaz passa por investimentos em inteligência e pela modernização estrutural das nossas forças de segurança”.

Presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Nelsinho ressalta o trabalho que já desempenha no Legislativo: “Trabalho pela articulação entre os entes federados para fortalecer a segurança nas fronteiras, integrando ações das polícias e das Forças Armadas”.

Por fim, o parlamentar acredita que a CPI do Crime Organizado será importante para “reunir informações, entender como essas facções atuam e indicar caminhos para políticas públicas mais eficazes”.

Composição

Com a instalação confirmada para a terça-feira (4), a CPI terá os membros titulares e suplentes definidos no mesmo dia.

Mato Grosso do Sul conta com três senadores, divididos em três legendas. Soraya Thronicke (Podemos), Tereza Cristina (PP) e Nelsinho Trad (PSD). Todos já se manifestaram a favor das investigações.

As bancadas partidárias indicam os nomes para a Comissão. “A composição dessa CPI ainda não está totalmente definida, pois os partidos estão finalizando suas indicações”, lembrou Soraya.

Por fim, a senadora comentou sobre a possibilidade de participação na Comissão. “Caso seja designada, 

 estou pronta para assumir essa missão e contribuir com o enfrentamento ao crime organizado, que tanto ameaça a paz e a segurança dos brasileiros”, finalizou.

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