
Adriane Lopes: sorrisos que contrastam com o cenário caótico criado por sua gestão
O que a população de Campo Grande ainda está recebendo de bom em obras e serviços são investimentos e iniciativas do governo estadual, principalmente na infraestrutura com pavimentação asfáltica e drenagem. Fora isto, o que sobra para o povo campo-grandense é a decepção diária de ver o lamentável estado em que sua cidade morena se encontra, como se estivesse abandonada pela prefeita que se reelegeu em 2024.
Se a prefeita Adriane Lopes (PP) estivesse presente – não na roda de bajuladores e cabos eleitorais bancados pelos cofres públicos -, se de fato honrasse a palavra que deu em troca de votos, a capital e o seu povo estariam satisfeitos. No entanto, o que se percebe é que a cada dia surgem eleitores arrependidos por terem acreditado no país das maravilhas que a Alice de plantão prometeu construir.
Os serviços essenciais seguem claudicantes. O transporte coletivo, a falta de vagas para o ensino infantil, os bairros esquecidos, a ausência de transparência nos gastos públicos, a rede pública de saúde na UTI, obras inacabadas, falta de manutenção urbana até para pequenos reparos e o desleixo com o trânsito continuam como dantes – vale recordar que Adriane está no poder faz quase nove anos: foi vice-prefeita de 2017 a abril de 2022 e daí em diante até hoje, setembro de 2025 segue como Prefeita.
Uma das provas do desleixo da prefeita é seu desprezo ao risco que correm pedestres e condutores que circulam por pontes, viadutos e vias públicas que estão sem a adequada manutenção. Até o Ministério Público Estadual já alertou o Judiciário sobre a falta de segurança nesses pontos com grande movimentação de pessoas que ignoram o risco de utilizar estruturas danificadas.
Em 2018, a promotora Luz Marina Pinheiro cobrou providências da prefeitura municipal. Defendeu que o Daex periciasse essas estruturas. Daex é o Departamento Especial de Apoio às Atividades de Execução, subordinado à Secretaria de Gabinete do Procurador-Geral de Justiça. Ele subsidia as ações dos órgãos de execução do MPE e dá suporte técnico com análise de documentos, vistorias in loco, avaliações e assistência técnica em ações judiciais, de natureza técnica ou científica. É uma amenta que permite calcular indenizações por danos causados ao meio ambiente.
Sem remédio
Não é apena a farmácia básicas das Unidades de Saúde que está sem medicamentos. De semelhante desmazelo sofre o sistema, cujo caótico atendimento já registrou casos dramáticos, até com mortes na fila ou à espera de uma ambulância que às vezes não chega a tempo porque quebrou no caminho ou caiu numa valeta ou numa poça de lama. Campo Grande chegou ao cúmulo de perder a gestão do Hospital Regional e ficar sem milhões mensais desembolsados pelo Ministério da Saúde, porque praticou grosseiras barbeiragens (falta de planejamento e de documentação).
No dia 19 deste mês a 76ª Promotoria de Justiça acatou ações ajuizadas pelo MPE e instaurou dois inquéritos civis contra a Prefeitura. Adriane também aplicou calotes milionários na Santa Casa, deixando o maior hospital do Estado em situação de penúria durante longo tempo. A falta de remédios básicos (como a Dipirona) e de médicos especialistas nos postos é somente um lado amargo desta realidade dolorosa que o desgoverno municipal impõe aos campo-grandenses.