
Adriane e Lídio Lopes: juiz quer subsídios que baseiam a ação popular de advogado.
Ainda perplexos, os campo-grandenses de “A” a “Z” aguardam as respostas solicitadas do advogado Corsino Somma pelo juiz Eduardo Lacerda Trevisan, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos. Somma ingressou com uma ação popular contra a prefeita Adriane Lopes (PP), seu marido, o deputado estadual Lídio Lopes (sem partido) e a secretária municipal de Fazenda, Márcia Helena Hokama, responsabilizando-os por um rombo de cerca de R$ 2 bilhões nas contas da prefeitura e solicitando que quantia equivalente seja bloqueada.
O fato tem a cobertura da imprensa local. Segundo o portal “O Jacaré”, Trevisan cobra do advogado que especifique os danos causados ao município para clarear os argumentos e objetivos da ação. O advogado frisou na demanda que, pela gravidade dos indícios já demonstrados, “há fundado receio de dilapidação patrimonial”, o que “justifica, desde logo, a concessão de medidas urgentes pleiteadas”. Pede, então, que o bloqueio se estenda a imóveis, contas bancárias, aplicações financeiras, veículos e “a apreensão do passaporte da prefeita, do parlamentar e da chefe do tesouro municipal pelo risco de fuga para os Estados Unidos”.
Somma vai além, especificando que se faça o sequestro judicial de todas as somas em dinheiro que sejam encontradas nas residências dos denunciados. Reforça a petição sugerindo as providências necessárias para evitar manobras que atrapalhem a investigação, citando ações para destruir documentos e ocultar computadores. Por fim, Somma propõe o afastamento imediato de Adriane do cargo.
Detalhamento
Trevisan não rejeita a ação popular, mas cobra do advogado os subsídios para analisar melhor a ação , dando a ele um prazo de 15 dias. O juiz insiste: “Especificar os fatos e os pedidos mediato e imediato com assuas especificações, expressando, de forma clara, quais seriam os atos lesivos ao patrimônio público objeto de anulação ou de declaração de nulidade (art. 1º da Lei nº4.717/1965) e sua pretensão final com presente demanda”.
Sabe-se que as denúncias incluem acusações dirigidas a Adriane e seu partido durante a campanha de 2024, que culminou na sua reeleição. O caso ainda tramita no Ministério Público Eleitoral. A população, que é a maior interessada – até porque a maioria dos eleitores deu a Adriane mais quatro anos de mandato -, quer tirar as dúvidas que hoje apertam sua cabeça e precisam de um rápido, justo e objetivo esclarecimento.