
Em uma demonstração de unidade política e articulação eficiente, a Câmara Municipal de Campo Grande reconduziu Epaminondas Neto, o Papy (PSDB), à presidência da Casa de Leis até o final de 2028. A votação ocorreu nesta quinta-feira (10) e contou com o apoio unânime dos 29 vereadores, antecipando em 17 meses a decisão que, regimentalmente, só ocorreria em dezembro de 2026.
O gesto político, construído em menos de 72 horas, consolida o nome de Papy como figura central do Legislativo da Capital, reconhecido por manter a harmonia entre os parlamentares e por conduzir os trabalhos com equilíbrio e maturidade. A nova mesa diretora para o biênio 2027-2028 terá como vice-presidente Lívio Leite (União Brasil) e Ana Portela (PL) como 2ª presidente. Já André Salineiro (PL), atual vice, deixa o posto para se dedicar à liderança do partido.
Para muitos parlamentares, a recondução de Papy não surpreende. “Foi assim com os últimos presidentes e acredito que deva ser assim também com o presidente Papy, é um rito natural”, disse Maicon Nogueira (PP), em seu primeiro mandato. “Confio nos meus colegas e no entendimento da maioria”, completou.
Até mesmo antigos concorrentes ao posto, como Júnior Coringa (MDB), reconhecem a força da união. “A população não quer ver uma briga interna. Esse é um momento de fortalecer o Legislativo, e não de dividir”, afirmou o emedebista.
A atual gestão de Papy é vista como símbolo de estabilidade e bom relacionamento institucional. Seu estilo conciliador tem garantido avanços em pautas importantes da cidade e uma convivência respeitosa com os demais poderes. Apesar disso, vozes experientes como a de Marquinhos Trad (PDT) alertam para o risco de interferência externa. “Sempre existe a tentativa do Executivo de influenciar as Casas Legislativas. Cabe a nós, vereadores, garantirmos a independência do Parlamento”, afirmou.
Ainda assim, a reeleição antecipada de Papy é uma resposta clara do Legislativo campo-grandense ao momento político atual: o de união, coesão e responsabilidade com a cidade. Com a nova composição já definida, a Câmara mostra maturidade e antecipa decisões que normalmente gerariam disputas internas, garantindo previsibilidade administrativa.
A recondução, que poderia ser encarada como uma jogada de bastidores, foi, na verdade, um sinal de força política. Papy se firma como liderança que agrega e pacifica, mesmo em meio a um cenário político em constante ebulição.
Com isso, a Câmara de Campo Grande segue seu curso com uma direção clara, reforçando o compromisso dos vereadores com a estabilidade institucional e o fortalecimento da democracia local.