
Numa demonstração de equilíbrio, compromisso social e respeito à cidadania, a Câmara Municipal de Campo Grande tem se consolidado como o verdadeiro poder moderador da Capital. Sem abrir mão de sua função fiscalizadora, os vereadores têm construído soluções a partir do diálogo, com escuta ativa e responsabilidade, conectando as necessidades da população com o dever constitucional do Executivo. Nesta semana, o destaque foi a derrubada unânime do veto ao Projeto de Lei 11.796/25, que garante o depósito judicial de recursos para compra de fraldas, medicamentos e suplementos a pessoas com deficiência.
A proposta, de autoria da vereadora Luiza Ribeiro, junto aos vereadores Marquinhos Trad, Ronilço Guerreiro e Jean Ferreira, atende a uma demanda antiga das mães atípicas, que há anos lutam para garantir itens básicos de sobrevivência aos seus filhos. Com a decisão da Câmara, o projeto volta a valer, permitindo que o município cumpra decisões judiciais por meio de depósito direto no processo, com prestação de contas posterior, agilizando a entrega dos insumos.
O presidente da Casa, vereador Epaminondas Vicente Neto, o Papy, destacou que a Câmara exerce o papel de elo entre sociedade e poder público. “Somos o poder moderador, o espaço do diálogo, da escuta e da construção de soluções. Não há ideologia quando o que está em jogo é a dignidade das pessoas. Hoje, fizemos história”, afirmou.
Para as mães presentes na sessão, como Lilidaiane Ricalde, a derrubada do veto é um alívio depois de tanto sofrimento. “É cansativo demais ter que lutar por um direito já garantido. Hoje, essa Casa nos acolheu, nos ouviu, e isso é um alento. A gente volta a acreditar na política”, declarou emocionada.
A vereadora Luiza Ribeiro frisou que a medida já é adotada com sucesso em outras cidades e pelo Governo do Estado. “O que fizemos foi abrir outra porta, mais rápida e eficaz, para garantir que as crianças não fiquem sem fralda, sem dieta ou sem sonda”, explicou.
Para o presidente Papy, a vitória é do povo. “Campo Grande precisa de pontes, não de muros. A Câmara hoje mostrou que é possível fazer política com humanidade. Vamos seguir acompanhando para garantir que o Executivo cumpra com o seu papel”, reforçou.
O vereador Carlão também se comprometeu a convocar uma reunião com o Executivo para definir a operacionalização do novo modelo. “Vamos continuar juntos nessa causa, porque ela é justa, é nobre e é urgente”, declarou.
A derrubada do veto não é apenas uma decisão legislativa. É uma resposta institucional madura, empática e corajosa frente a uma gestão que tem falhado em atender demandas básicas da população mais vulnerável. A Câmara demonstrou que é possível fazer política com sensibilidade e eficiência.
Num país onde o descrédito com as instituições é crescente, a atuação do Legislativo Municipal de Campo Grande resgata valores essenciais: escuta,
diálogo, equilíbrio e ação. A unanimidade na votação fala alto: quando o assunto é dignidade, não há espaço para omissão.
Ao final, a Câmara deu uma aula de democracia. E nesta aula, as mães atípicas foram ouvidas, respeitadas e, sobretudo, acolhidas. Uma vitória delas. Uma vitória da cidade. Uma vitória da política feita com propósito.