
Na política, há quem fale para enganar e há quem fale para esclarecer. Na última sessão da Assembleia Legislativa, o deputado Pedrossian Neto fez exatamente isso: expôs com precisão e coragem o que muitos têm medo de dizer em alto e bom som: a gestão de Adriane Lopes, em Campo Grande, é caloteira, desorganizada e tecnicamente desastrosa. O episódio se tornou ainda mais revelador quando o deputado Lídio Lopes, marido da prefeita, tentou bancar o cavaleiro defensor da honra alheia e acabou atropelado por fatos, dados e verdades inconvenientes.
Longe de recuar, Pedrossian Neto não só reafirmou a denúncia como convidou Lídio a sair da bolha do discurso vazio e conversar com as entidades sociais que estão há meses esperando pelos repasses prometidos e não cumpridos pela Prefeitura. A resposta foi um silêncio constrangedor, quebrado apenas por falas desconexas e uma tentativa frustrada de desviar o foco para um debate técnico que o casal Lopes claramente não domina.
A cereja do bolo, ou melhor, o vexame institucional, veio quando a própria secretária de Fazenda do município, Márcia Helena Hokama, apareceu na Câmara Municipal com documentos em mãos afirmando que o Governo do Estado estaria atrasando repasses. O tiro no pé virou rajada: o Governo Estadual reagiu prontamente, desmentindo a acusação com provas robustas e oferecendo total transparência nos dados. Um verdadeiro tapa de luva de pelica, com recibo assinado e carimbado.
A gestão Adriane Lopes tentou, então, recorrer ao manual da enganação: criou uma narrativa confusa sobre mudanças na legislação do FIS. Como se isso justificasse a incompetência básica de não saber — ou não querer — checar informações públicas sobre transferências financeiras. Em plena era digital, em que qualquer gestor responsável resolve isso com um e-mail, uma ligação ou até um print de WhatsApp, a desculpa soa como o que é: inaceitável.
E como se já não bastasse o descontrole administrativo, a Prefeitura ainda é acusada de usar, de forma indevida, as emendas parlamentares do FIS. Recursos que deveriam ser investidos diretamente em ações sociais são, há dois anos e meio, desviados para o caixa geral, com destinação possivelmente ilegal.
A tentativa de Lídio Lopes de desqualificar Pedrossian Neto soa risível. Ainda mais quando se propõe a apresentar “documentos” para provar que o colega “mente”. Depois de o Executivo Municipal ter sido pego com informações falsas em mãos, quem ainda leva a sério qualquer papel timbrado vindo daquela gestão?
A verdade é que Adriane Lopes governa como quem improvisa, enquanto seu marido atua como escudeiro de um castelo de areia. Já Pedrossian Neto se consolida como uma voz lúcida, técnica e combativa, exatamente o que Campo Grande precisa para sair do atoleiro ético e administrativo em que foi jogada.