
O presidente da Câmara Municipal, Papy, anunciou a abertura da CPI do Tapa-Buraco para investigar as falhas na manutenção das ruas de Campo Grande, e a vereadora Luiza Ribeiro, autora do requerimento, deve presidir a comissão. A instalação e a escolha do comando ainda dependem das etapas regimentais, mas o anúncio representa uma resposta necessária e urgente à população, exausta de enfrentar buracos, acumular prejuízos e cobrar soluções da gestão Adriane Lopes.
A reunião com vereadores mobilizados em torno da proposta, estabelece um compromisso público que precisa produzir consequências. Segundo Papy, o requerimento apresenta dez pontos de investigação. A Câmara deve transformar o apoio anunciado em trabalho efetivo, com análise de contratos, pagamentos e fiscalização. A gravidade da situação exige que os parlamentares apurem por que um serviço tão cobrado continua sem entregarresultados.
Os números apresentados no requerimento expõem a dimensão do problema. Das 24.673 indicações encaminhadas pela Câmara à Prefeitura no primeiro semestre de 2026, quase 9 mil pediam serviços de tapa-buraco. É estarrecedor que uma necessidade básica consuma tamanho volume de cobranças. A repetição dos pedidos revela uma cidade que grita por socorro enquanto a gestão Adriane Lopes deixa a população pagar, com prejuízos e insegurança, a conta de sua incapacidade de resolver o problema.
O prejuízo pesa especialmente sobre quem depende do veículo para trabalhar. Segundo informações do gabinete de Luiza, motoristas de aplicativo apresentaram documentos sobre danos que, em alguns casos, ultrapassariam R$ 10 mil. Um carro na oficina pode significar renda interrompida, prestações atrasadas e dificuldade para sustentar a família. É revoltante que o trabalhador pague impostos e ainda precise comprometer o próprio sustento para reparar os efeitos da precariedade das ruas.
Luiza Ribeiro é o nome mais preparado para presidir a CPI pelo protagonismo na construção da proposta e pela persistência em defendê-la. Foi ela quem apresentou o requerimento em 13 de agosto, antes da mobilização ampla anunciada agora. Sua liderança nessa iniciativa tem fundamento concreto. A vereadora colocou a investigação na pauta e sustentou a necessidade de apurar o que acontece entre os recursos destinados à manutenção viária e a falta de resultados.
Esse protagonismo merece reconhecimento. Em 15 de outubro, o requerimento havia chegado a nove assinaturas, mostrando que a adesão necessária precisou ser construída. Luiza defendeu a abertura da investigação quando ainda era preciso convencer outros parlamentares a apoiá-la. Essa persistência fortalece seu nome para comandar uma CPI que precisará exigir documentos, enfrentar interesses e fazer perguntas duras, sem recuar quando as respostas ameaçarem o conforto político da gestão Adriane Lopes e de seus aliados.
Entre os pontos levantados no pedido estão a redução dos investimentos na manutenção viária e a ausência de resposta a um requerimento de informações aprovado pela Câmara. A CPI precisa confrontar orçamento, execução financeira e serviços precários, exigindo justificativas documentadas para as decisões administrativas. A Prefeitura deve explicar suas prioridades e demonstrar por que as medidas adotadas não foram suficientes para atender às cobranças. Prestar contas do dinheiro público é obrigação inegociável de quem governa.
O requerimento também menciona investigações do Ministério Público sobre suspeitas de fraudes em medições e serviços executados ou não realizados. São referências graves, que exigem apuração rigorosa. É necessário verificar se os pagamentos correspondem ao trabalho entregue, quem atestou a execução e como ocorreu a fiscalização. Irregularidades precisam ter responsáveis identificados, sem que a complexidade dos contratos sirva de obstáculo ao esclarecimento dos fatos.
A Câmara também estará sob avaliação porque cada vereador que aderiu ao pedido terá de demonstrar disposição para acompanhar a investigação até o fim, inclusive se os documentos alcançarem interesses políticos. O apoio à CPI deve ser medido pela firmeza da fiscalização e pela qualidade das respostas oferecidas à sociedade.
Campo Grande já não aguenta mais pagar impostos para depois pagar a oficina e ainda ouvir promessas e desculpas enquanto as ruas se desfazem. A CPI representa uma luz no fim do túnel e precisa ter coragem para abrir a caixa-preta dos contratos, expor desvios e cobrar responsabilidades de quem autorizou, executou, fiscalizou e pagou por péssimos serviços. Luiza Ribeiro colocou essa investigação em marcha e reúne motivos de sobra para liderá-la. Agora, os vereadores precisam sustentar na fiscalização o compromisso anunciado diante das câmeras. A gestão Adriane Lopes precisa prestar contas de cada real gasto, porque a população já paga caro demais por um serviço que deixa buracos nas ruas e rombos no bolso.