
Candidato à reeleição, o governador Eduardo Riedel (PP) propõe o fortalecimento das cadeias estratégicas locais e aumentar a participação de fornecedores do próprio Estado na indústria. Esse é a próxima etapa da industrialização, que contabilizou investimentos de R$ 81 bilhões no atual mandato.
Essa diretriz altera o foco da política econômica. Em vez de observar apenas a chegada de grandes empreendimentos, a próxima etapa deverá olhar também para a rede que se forma ao redor deles. Uma indústria necessita de manutenção, transporte, alimentação, segurança, tecnologia, construção, consultoria, equipamentos e uma extensa variedade de serviços.
“Quanto maior for a participação das empresas locais nessas atividades, maior tende a ser a circulação interna dos recursos movimentados pelos novos projetos”, diz o pepista.
O plano propõe estimular a produtividade das empresas, fortalecer programas de inovação industrial, ampliar a agregação de valor à produção, promover a internacionalização dos negócios sul-mato-grossenses e incentivar o surgimento de novos setores econômicos.
A intenção é fazer com que a industrialização produza uma base econômica mais diversificada. Isso envolve tanto os grandes polos de celulose, proteína animal, bioenergia e mineração quanto empresas menores capazes de atender às necessidades dessas cadeias, desenvolver produtos e disputar mercados dentro e fora do Estado.
Para Riedel, o crescimento pretendido entre 2027 e 2030 deverá combinar investimento, empreendedorismo, inovação e geração de emprego. A estratégia também liga agropecuária, agroindústria, indústria, comércio, serviços, turismo, bioeconomia e transformação digital, tratando esses setores como partes de uma mesma estrutura econômica.
“O desafio será fazer com que as novas plantas industriais, os polos produtivos e a expansão dos serviços formem cadeias mais densas dentro do próprio Estado. Isso significa criar condições para que parte maior dos equipamentos, insumos, soluções tecnológicas e serviços demandados pelos grandes empreendimentos seja fornecida por empresas sul-mato-grossenses”, explica, por meio da assessoria.
“A competitividade não se limita à capacidade de atrair uma fábrica: precisa alcançar as pessoas que poderão trabalhar nela e as empresas que poderão fornecer para ela”, destacou.